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O projeto sócio-cultural da UNIESP

 

Uma Universidade nascida no oeste do estado de São Paulo, que se dedica a abrir espaço e oportunidades aos públicos C,D,E, e que pretende abrir seu capital ao mercado - assim é a UNIE SP, que chega à capital do estado, instala-se ao lado da Bolsa de Valores, onde pretende negociar suas ações para ganhar mais impulso em sua trajetória.

 

Seu presidente é o professor Fernando Costa, que antecipa, nesta entrevista, seus próximos passos.

 

A seguir, as suas palavras:

 

Iniciamos nossas atividades em 1999. Foi a simplicidade da forma de gerir que fez a velocidade de nosso crescimento. O fato de estarmos em uma região extremamente carente, nos ensinou a trabalhar com um público que não teve acesso ao ensino superior. Esse trabalho foi na região do Pontal do Paranapanema, onde há um conflito agrário, presença marcante do MST, como também a questão recente da instalação de presídios. Isso fez com que tivéssemos uma dinâmica de ensino em função das dificuldades e da baixa renda da população. Mas isso tudo fez com que nós crescêssemos através das parcerias com as empresas e dos programas de Governo.

 

 

A CHEGADA À CAPITAL, O SONHO DA BOLSA


O nosso maior objetivo era chegar à capital, e assim o fizemos. Desde o início, nós tínhamos o projeto de ter a participação da comunidade nas questões da instituição. A Universidade tem que estar integrada com a comunidade, e esta tem que sentir que é dona daquilo. E não tem outra forma disso acontecer senão através do mercado de capitais. Nossa vinda para cá, vizinhos da Bolsa, teve o intuito de estarmos nesse projeto, e ter parceiros na Universidade através desse mercado. O nosso sonho era, um dia, entrar na Bolsa.

 

Eu percorri todas as grandes Universidades de São Paulo nesses últimos dois anos, e nenhuma teve interesse no projeto.

 

É preciso que o mercado nos conheça, pois a educação é um mercado muito sensível, que gera conhecimento e produto. O mercado precisa saber da importância de investir na educação, o retorno é imediato, na questão do conhecimento, do desenvolvimento de novas tecnologias, e é uma forma de se ter visibilidade. A nossa preocupação é da educação para todos.

 

Nós temos convênio com a Associação dos Corretores da Bolsa e com o Sindicato dos Bancários. A nossa vinda para São Paulo foi para estarmos próximos aos acontecimentos e das tecnologias, dando acesso para levarmos isso para o interior.

 

 

UMA UNIVERSIDADE DE TODOS: ATÉ O PIPOQUEIRO


Temos orientação de uma empresa de consultoria que está preparando a UNIESP para estar no mercado no futuro. Vai ser um processo diferente do que se lançou na área de educação recentemente. Queremos uma IPO com a participação das comunidades onde os campi são instalados. Nós vamos designar parte das ações para as pessoas regionais, desde o engraxate, do barbeiro, do pipoqueiro, até os grandes empresários.

 

Abriremos apenas uma parte para grandes investidores e instituições. Queremos que onde a escola esteja inserida, todos participem, para se sentirem ativos na Universidade, e só assim ela terá um futuro promissor e longo.


Nossa instituição é extremamente social, aberta a todos, e nós temos um ensino de qualidade. Nós temos bolsa e convênio com o Governo Federal através do Prouni e do Fiesp. Em São Paulo, nós temos 7.500 alunos, e ao todo, são 25 mil alunos.

 

 

OS CURSOS SEGUEM O MERCADO DE TRABALHO


Temos cursos de graduação tradicionais, como Administração e Ciências Contábeis, e, devido ao crescimento da Bolsa, há projeto de um curso voltado para o mercado financeiro, instalado no centro de São Paulo. Esse mercado é promissor para o Brasil, o fato principal dos frutos desse crescimento, é a educação.

 

Esse sistema na Bolsa que nós estamos pensando é, de fato, uma forma participativa de todos, desde as pessoas mais simples, ao grande investidor, pensando sempre em uma educação de qualidade.

 

Hoje, existe uma política de educação para as pessoas que não tiveram acesso. E somos uma dessas instituições que viu esse mercado como um mercado promissor, e estamos conseguindo fazer um trabalho de crescimento da UNIESP.

 

O Brasil precisa de grandes talentos e profissionais, e só a educação vai poder promover esses talentos que farão o mercado brasileiro crescer. É muito claro o crescimento sustentável que o Brasil está tendo em função do investimento que se faz na educação. O Governo está com projetos nessa área, revendo o ensino, as avaliações e com verba sendo investida.

 

A tecnologia é fundamental, e o que nós temos que fazer é preparar nossos alunos para estarem aptos a receber essa tecnologia e poder usá-la. Nós temos que dar a toda população brasileira o acesso a essa tecnologia, e só assim vamos caminhar para poder usá-la.

 

É fundamental o aluno estar na sala de aula para aprender. E lá ele recebe os conhecimentos básicos, são informações, que não se adquire na televisão. E, tendo lá todas as ferramentas, ele estará preparado para o mundo. E a cada ano, o nível de conhecimento eleva mais.

 

 

OS PÚBLICOS C, D, E ESTÃO SE DEDICANDO


Os alunos estão interessados, estão estudando, e nós que trabalhamos com o público C, D e E, vemos que eles estão se dedicando a cada dia. Isso é um sinal importante para o Brasil, e esses jovens são a nossa grande força amanhã. Apenas 10% dos jovens entre 16 e 24 anos têm acesso ao Ensino Superior, e é preciso reverter esse quadro, e por isso é importante a expansão do ensino. Em 20 anos, nós seremos uma grande potência, porque os jovens estão interessados, e as oportunidades estão sendo oferecidas a eles.

 

É possível observar, também, a ação dos empresários participando na educação e na formação, e estendendo isso para os familiares dos funcionários.

 

É preciso investir em educação. Não adianta ter um solo fértil, um clima tropical, se nós não tivermos a população preparada para explorar isso. Nós temos que investir em educação de qualidade, de acesso a todos para que exploremos esse potencial do Brasil de forma profissional, empresarial, preservando o meio ambiente. Com certeza vamos colher grandes frutos. A educação está no caminho certo, mas é preciso investir, para que sejamos um país com as melhores condições.

 

 

ÉTICA SE APRENDE NA ESCOLA


Nós somos um país jovem, mas queremos acertar, e isso é importante. Se cometermos algumas falhas, foi porque ainda estamos aprendendo. Nossa legislação ainda deixa aberturas, e temos que aperfeiçoá- la. O Brasil precisa de pessoas éticas. E ética se aprende na escola.

 

 

 
 
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