HOME
HOME
A REVISTA
COLUNAS
BLOG
EAD
Notas
CONTATO
Publicidade
W3PRO S/A PROFESSIONAL SOFTWARE SOLUTIONS
Parcerias
Impostos encarecem internet brasileira
Próxima década das TICs
por: Roberto Aroso Cardoso
Tecnologias inovadoras à mostra no Espaço Inovação
Internet segura acelera
comércio eletrônico

por: Manuel Matos
A polêmica atuação pública no setor de TI
por: Roberto Carlos Mayer
Avaliação da Indústria Brasileira de Software e Serviços de TI
por: José Jairo Martins e Ricardo Mansur
Abep traça novos desafios para o futuro
por: Paulo Cesar Ferreira
O ano de 2010
promete ser 10

por: Zenon Leite Neto
Cidade limpa digital
por: José Curcelli
Artigos Especiais
 

Itaú-Unibanco Vai ao exterior dar apoio às empresas brasileiras

 

Uma comissão de integrantes do Júri, que escolheu o Banco Itaú para homenagear na promoção Qualidade em Bancos 2008, visitou o banco, sendo recebidos pelo Vice-presidente de assuntos institucionais, Antônio Matias, acompanhado pelo gerente RicardoTerenzi.

 

Compareceram os jurados Alencar Burti (ACSP), José Jairo Martins (Sucesu), Roberto Aroso (Telecom), José Curcelli (Abes), Miguel Ignatius (ADVB), além do editor Carlos Alberto Wanderley e do editor de vídeo do Portal e diretor da Expressão Capital, Fernando Carvalho.

 

Antonio Matias transmitiu a satisfação do presidente e diretoria do banco pelo prêmio recebido e manifestou o interesse prlas sess~;ao de premiação, que contará com a presença de autoridades federais e estaduais, além da liderança empresarial.

 

O vice-presidente Antônio Matias expôs os propósitos do novo banco, como uma conseqüência da expansão da integração brasileira na economia mundial e a necessidade de contar com um forte parceiro financeiro nesta tendência.

 

O presidente do Júri e da Associação Comercial de São Paulo, Alencar Burti, citou a importância da homenagem, que abre uma agenda positiva para a economia brasileira. Os próximos passos do Brasil vão requerer investimentos, integração internacional e instituições financeiras com escala para dar suporte ao crescimento empresarial. A entrega dos diplomas ao banco homenageado será uma sinalização de um futuro pós-crise, de crescimento sustentável da economia.

 

Essa cerimônia vai consistir na entrega de diplomas ao presidente do banco e aos diretores de tecnologia, negócios e recursos humanos - o que também sinalizará a maior ênfase que passa a merecer o segmento de formação e desenvolvimento de pessoal. Está prevista a presença de autoridades da área monetária e as lideranças dos setores financeiros e empresariais. BANCO HOJE realiza esta promoção há 14 anos, sendo a escolha do banco homenageado cada ano realizada por um júri formado pelos presidentes das mais importantes entidades da área não-bancária.

 

A data desta cerimônia é prevista para fevereiro próximo, quando as autoridades monetárias poderão estar menos pressionadas pela crise global.

 

Meta da fusão é o mercado do exterior

 

A fusão entre o Itaú e o Unibanco é uma operação que terá muitos benefícios. No entanto, não objetiva o mercado interno.

 

O alvo é o segmento internacional. A construção jurídica da negociação ocorreu entre quinta-feira e domingo, gerando um contrato de 14 páginas, relativamente pequeno comparado a acordos que se concretizam em 300 páginas. Gabriel Jorge Ferreira, ex-presidente da Febraban e atual gestor da CMF, sempre colaborou com o Itaú nas movimentações do banco.

 

A importância da existência de bancos fortes

 

O Brasil será beneficiado por esta fusão, visto que as empresas nacionais receberão apoio. A base de capital está sendo construída e permitirá uma rigorosa atuação de crédito. A economia brasileira precisa de instituições mais fortalecidas. Esta foi a percepção do Setúbal ao assumir a diretoria geral do Banco Federal de Crédito, quando na presidência estava o presidente Eduardo Villela. O então diretor-geral percebeu que um banco de pequeno porte não progrediria rapidamente, buscando, portanto, uma instituição bancária com o mesmo tamanho e pouco reconhecimento. Pesquisou em uma revista bancária da época que noticiava os balanços, os endereços das agências e os nomes dos dirigentes, a fim de obter informações sobre possíveis parceiros. Percebendo a semelhança na dimensão entre alguns bancos e o Itaú, Setúbal conversou com os gerenciadores destas instituições, racionalizando que os dois bancos não progrediriam se não se fundissem. Surgiu, assim, o Banco Federal Itaú.

 

Apesar da união, ainda consistia em um pequeno banco. Portanto, os dirigentes procuraram o Banco Sul Americano, conhecido pela facilidade de câmbio. Criando-se o Banco Federal Itaú Sul Americano. Em seguida, perceberam que o Banco da América tinha forte presença urbana, era sólido, mas não progrediria. Instituindo-se assim, o Itaú América - abandonando os outros nomes, sem maiores problemas.

 

O Itaú América comprou o Português do Brasil, o Banco Aliança, tornou-se o Banco Itaú. Logo após, adquiriu o Banco União Comercial, uma instituição forte no mercado, resultado de muitas fusões. Assim cresceu o banco Itaú. Esta mesma lógica de possuir uma instituição grande para responder os desafios da economia no futuro é o que direcionou a fusão entre Itaú e Unibanco.

 

O apoio a empresas brasileiras no Mercosul

 

Este novo banco nasce com a presença de banco comercial nos quatro países do Mercosul. O Itaú é forte no Uruguai, no Chile, e está investindo mais na operação da Argentina. O aprendizado do Chile é extraordinário. Em um fim de semana, por força do nosso acordo com o Bank of America , foram eliminados todas as sinalizações Bank Boston das agências e de todos os prédios. De repente, uma marca centenária de um banco com alto prestígio e controlada pelo Bank of America, é substituída pela marca de um banco brasileiro, num país que é investment grade, que é sofisticado. Houve uma preparação com uma campanha publicitária, contactado com formadores de opinião.

 

A marca Itaú é uma das mais reconhecidas no Chile, e tem evoluído no ranking de valor de marcas admiradas, havendo, inclusive, uma taxa de crescimento no número de contas abertas após a substituição. A proposta apresentada àquele mercado foi superior a que eles possuíam. O Itaú é destaque no Chile, um local incógnito para os dirigentes do banco,visto que não era possível prever a reação diante da substituição de um banco americano por um brasileiro. Certamente, o Chile terá investimentos, muito em detrimento do sucesso e da aceitação do Itaú neste país. Temos um grande caminho a percorrer, há mercados emergentes em que o novo banco que surge pode agregar valor.

 

A força e determinação do Banco Itaú


O Itaú é uma organização perene e sustentável. Não é baseado em discursos, há demonstrações na prática. O conjunto com as cinco torres que formam o centro empresarial é exemplar. Antônio Matias assumiu o marketing do Itaú em 1982, vindo da prefeitura. Olavo Setúbal o convidou e informou que começara a construção do Centro Empresarial do Itaú no Jabaquara. Em 1982, não havia este modelo de investimento. Os aplicadores não se interessavam pelo Brasil, o país vivia um dos piores momentos da história econômica nacional. Olavo Setúbal não só começou a construção, como pediu um anúncio, publicado no Financial Times, no Wall Street Journal, informando que o Brasil estava passando por uma situação delicada, no qual um grupo empresarial brasileiro estava iniciando a construção de um conjunto que abrigaria 10 mil funcionários, adicionado a ilustração do projeto. Se o plano fosse adiado em 82, cinco anos depois constituiria problema mais grave alocar as pessoas devido à expansão. Mesmo com a crise atual, o momento é pertinente para se montar um banco como este.

 

Derivativos, exposição ao câmbio são apenas especulações propicias em momentos de crise. Nas situações confusas, faz-se necessário pessoas com credibilidade, solidez e atitude.

 

As grandes empresas brasileiras no exterior

 

Não é de hoje que o Brasil passou a ter empresas que se projetaram internacionalmente. Pode-se citar, como exemplo, empresas como Ambev, Imbev, Vale, Gerdau e Embraer. Há um movimento da economia brasileira em uma nova situação oriunda da estabilidade econômica - que permitiu esta evolução. No setor financeiro, por excelência uma área que precisa apoiar este movimento, esta possibilidade não se efetivaria. O Banco do Brasil, no passado, teve forte presença externa. O foco da atuação, contudo, é o mercado interno. O Itaú era, comparadamente, menos presente no exterior com atuação forte na Europa e na América do Sul - Chile, Argentina e Uruguai.

 

Como o mercado interno é grande, o trabalho estará voltado para a consolidação das duas instituições, a fim de garantir integração para que se obtenha uma plataforma sólida para o avanço que decorrerá.

 

Esta nova empresa nasce com o destino de se projetar internacionalmente. Primeiro, apoiando as empresas brasileiras que têm a necessidade de suporte de um Megabanco - como este que surge - para fazerem suas operações exteriores ou para instalarem suas sedes em territórios exteriores ou em seus negócios internacionais. Em segundo, a idéia é favorecer a atuação brasileira em outros mercados.

 

Era de costume a especulação no começo da crise quando o valor de mercado dos grandes bancos internacionais despencou vertiginosamente. Os bancos brasileiros ficaram mantidos, caindo em seguida, entretanto, não tanto quanto as instituições financeiras estrangeiras. Cogitava-se que poderiam os bancos menos afetados pela crise poderiam comprar aqueles que não suportaram, e que faliram. Entretanto, para comprar uma instituição bancária não é necessário só a força financeira para a troca de ações e a posterior aquisição. istso porque obter um banco significa ter a capacidade de explorar aquele mercado em condições de competitividade com os outros.

 

Benefícios para os clientes

 

O Itaú está oscilando entre 13º e o 16º lugar no ranking dos maiores bancos mundiais, dependendo dos rumores das bolsas, mas solidamente está entre os 20. Por isso, o cuidado na divulgação entre os 20 para não cometer nenhum erro.


Esta fusão vai resultar em uma redistribuição mais eficaz, com maior oferta de serviços. Em breve, será divulgada a interligação dos caixas eletrônicos dos dois bancos. Isto se confere em um benefício para os clientes de ambas instituições. Mais a frente, discutir-se-á os preços que não serão nivelados pelo mais alto, tornando-se um benefício adicional.


O varejo bancário é melhor quando articulado por grandes players, beneficiando a sociedade. O investimento necessário para tecnologia, distribuição, material humano para manter a escala é elevado. Uma pequena quantidade de micro instituições servindo à sociedade no varejo demandará alto valor para operarem, tornando o valor do capital, do crédito e dos serviços compatíveis com os custos das empresas. Os bancos federais são dominantes no sistema bancário brasileiro, seguidos pelos bancos privados com capital nacional; já na terceira posição estão os bancos estrangeiros. Têm-se grandes instituições extremamente sólidas, aguerridas, competitivas e o benefício é do consumidor.

 
 
|
|
|
|
|
|
|
|
|
 
A Revista Banco Hoje é uma publicação mensal do GTCOM - Grupo Técnico de Comunicação Ltda.
© 2001-2010 GTCOM - Direitos Reservados
e-mail: caw@bancohoje.com.br