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Serviços de TI de primeiro mundo: a potência brasileira

 

O mercado globalizado, a conseqüente eliminação das fronteiras entre os países e a necessidade cada vez maior das empresas expandirem sua atuação para outras regiões têm criado ótimas oportunidades para o setor de serviços de tecnologia no Brasil. As multinacionais aqui instaladas, bem como as nacionais de tecnologia da informação (TI), têm se tornado grandes exportadores de serviços, em especial para países localizados na América do Norte, América Latina e Europa.


A baixa probabilidade de desastres naturais, a estável situação política, os custos competitivos, o fuso horário semelhante e a atuação de profissionais altamente capacitados são alguns dos nossos diferenciais na oferta de serviços de tecnologia. De acordo com dados da Brasscom, o país deve se tornar um dos cinco maiores provedores de serviços de TI do mundo até 2010 e tem a desafiadora missão de gerar localmente, só com exportação desses serviços, US$ 5 bilhões.


Mesmo com a acirrada competição com países como China e Índia, empresas internacionais já procuram o Brasil quando decidem terceirizar seu centro de processamento de dados ou help desk, pois sabem que temos condições de prestar um serviço de qualidade a preços competitivos. O nosso bom desempenho como prestadores de serviços gera grandes oportunidades de empregos, capital intelectual, melhora a balança comercial e nossa imagem no exterior. Dados da IDC mostram que a área de tecnologia vai criar 630 mil novos empregos na América Latina até 2010. Metade deles deve ter como destino o Brasil.


No entanto, temos um déficit de profissionais de TI de cerca de 20 mil pessoas. A preocupação é ainda maior quando vislumbramos que até 2010 esse número saltará para 100 mil, segundo a Assespro. Pensar em soluções para reverter esse cenário é fundamental para que o Brasil atenda às expectativas globais e ganhe espaço na competição com outros países emergentes. Setores do governo já entenderam a importância da exportação de serviços para o país e vêm estudando medidas para tornar nossa mão-de-obra mais atrativa do ponto de vista de custo. Não se trata de uma mudança rápida e simples, mas se não houver avanços nas aprovações das reformas trabalhista e tributária, bem como um plano integrado e estratégico para exportação de serviços, o Brasil perderá a oportunidade de se tornar um dos principais pólos de exportação de serviços de tecnologia do mundo.

 
 
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