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Banda larga, fator de desenvolvimento

 

Comunicação como fator de desenvolvimento e o desafio de levar a Internet aos municípios brasileiros foram os temas centrais do evento. A democratização do acesso à Internet e o que isso pode significar em benefícios para a população, promovendo a inclusão social e a maior eficiência administrativa dos municípios brasileiros, foram os temas centrais da segunda edição do Digital Cities - Seminário Nacional de Cidades Digitais, realizado no Rio de Janeiro, e promovido pela Network Eventos.


Com esse foco foram debatidos assuntos como a nova portaria do governo federal que abre a possibilidade de utilizar-se a rede elétrica como “caminho” para a maior e mais rápida disseminação da banda larga no país. De acordo com Marcos de Souza Oliveira, gerente de Engenharia de Espectro da ANATEL, “uma vez que 98% das residências do país têm energia elétrica, essa maneira de acesso à Internet pode dar um grande impulso”.


De fato, é possível afirmar que comunicação é fator essencial para o desenvolvimento econômico, apontou o presidente de Serpro, Marcos Mazoni, que citou estudos mostrando que “o antigo Sistema Telebrás levantou dados mostrando que, no passado, cada central telefônica inaugurada significava um novo impulso econômico para a região em que se localizava”.


Se o acesso à Internet é a versão atual do que a telefonia representava anteriormente, ainda é grande o desafio de realmente tornar digitais as cidades brasileiras. Até mesmo no Rio de Janeiro a situação é mais complexa do que se possa imaginar. Rubens Andrade, da Secretaria Especial de Ciência e Tecnologia do Município do Rio de Janeiro, comentou que “mesmo com toda a evolução da rede sem fio carioca, das 2.300 unidades do município (entre escolas, postos de saúde e outros) apenas 27% estão conectadas”.


Uma das maneiras encontradas pelo governo federal para levar os benefícios da comunicação via Internet aos municípios brasileiros é a linha de financiamento do BNDES para a modernização da administração tributária e da gestão de setores sociais básicos, denominada PMAT - Programa de Modernização da Administração Tributária. Com mais de doze anos de existência o programa atendeu até aqui basicamente aos grandes centros urbanos.


Mas “hoje o banco oferece essa linha também a municípios pequenos, de até 50 mil habitantes, o que pode ajudar a estender os benefícios da digitalização a um grande número de municípios do país”, afirmou Jorge Henrique de Araújo Souza, gerente do Departamento de Gestão Pública e Avaliação de Impactos Sociais do BNDES, presente ao seminário. Para Carlos Calazans, à frente da Network Eventos, “essa segunda edição do evento atingiu o objetivo que tínhamos ao criá-lo: fomentar o debate e ajudar a tornar realidade o conceito de cidades digitais, enfocando a sustentabilidade, a geração e o modelo de negócios”.

 

 
 
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