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Cimcorp reage À crise criando novos produtos

 

A Cimcorp define 2007 como o “ano da consolidação”, uma vez que o período gerou uma série de soluções, de tendências e de mudanças estratégicas que posicionaram a organização no exigente mercado brasileiro. O ano de 2008 pode ser classificado como o “ano da colheita”, especialmente no setor de vendas. Nele, a arrecadação foi de aproximadamente R$ 170 milhões, o que resultou em um crescimento de 20%, valor bastante aceitável para o momento econômico.


Nos três últimos anos, os maiores investimentos da Cimcorp se concentraram na região sul brasileira, onde se obteve a melhor resposta. No entanto, a área de canais, que tinha por objetivo atender o norte e o nordeste, também foi desenvolvida e apresentou crescimento acentuado em torno de 65%. Apesar das duas regiões não receberem a devida atenção das grandes organizações, ambas possuem potencial, recursos elevados e empresas sérias.


Os desempenhos de Goiânia, Brasília e Belo Horizonte também merecem ser destacados. Somente nesta última, considerada uma região fechada e sem muito potencial, houve crescimento de cerca de 30%.


Devido à atual crise econômica, existe um orçamento bastante conservador para 2009. Apesar disto, a Cimcorp espera obter resultados satisfatórios neste ano, já que no primeiro trimestre houve a sinalização de um crescimento em torno de 50% (até o final de março a empresa já havia atingido cerca de 40%, o dobro da meta prevista para todo o ano). A expectativa concreta da empresa é fechar o semestre com 80% do que foi realizado em todo o ano passado.
Como estratégia para este ano, a empresa vem buscando fortalecer a área de serviços. Para isso, foi iniciada em 2008 a “unidade de serviços”, que gira em torno da base de soluções tipo IDAS que são a consolidação, a continuidade do negócio e outros. Tais atividades constituem basicamente o foco dessa unidade e como a Cimcorp pretende se utilizar dela.


Primeiramente, serão criadas, a partir da utilização de conceitos da IAS, algumas suítes específicas, empacotadas e voltadas para as áreas de médias e grandes empresas. Ou seja, são suítes que abrangem toda a área de tecnologia e que, portanto, estão preparadas para atender os clientes de forma completa. A Cimcorp define isto como “Programa de Apoio à Tecnologia”, o PROAT .


No PROAT, o cliente pago pelo conjunto de serviços, que abrange consultoria, revisão da estrutura, revisão das aplicações críticas, políticas de back up e sistemas de contingência. O programa é dividido em quatro pacotes que podem ser adquiridos individualmente, dependendo da necessidade do cliente ele pode comprar, por exemplo, apenas um pacote de revisão ou de estudo de performance e aplicação dessas tecnologias. Hardware também está embutido.
Para executar o programa, já existe uma série de parcerias e convênios com associações representativas no mercado desde a área das corretoras até as financeiras. A empresa incorporou a linha de performance e fez o estudo minucioso de seus clientes. A meta é levar o cliente a uma solução de baixo custo, através da integração de processos como o de continuidade, focando em segurança, redução de custos e energia.


A organização, que hoje possui cerca de 40% de serviços e 60% de produtos, pretende inverter esses números em dois ou três anos. Apesar da redução, o produto vai estar sempre presente, uma vez que a solução envolve a plataforma.


A Cimcorp pretende expandir o NOT , com o objetivo de prestar serviços de monitoração remota para os clientes. A expansão do projeto vai envolver o desenvolvimento de uma gama de software e aplicativos em vários níveis de complexidade, com a finalidade de levar a diferentes graus de mecanismos e de canais a tecnologia adequada sem que isto implique em altos custos para o cliente. Para isto. a cobertura nacional de canais vai ser aumentada tanto no interior de São Paulo como também na área de norte e nordeste , outras organizações vão ser certificadas e parcerias, criadas.


Tanto no IDAS quanto no PROAT existem o chamado “polo informatizado”, que é a revisão de toda rede do cliente e a substituição das plataformas por um único ponto, onde ele vai encontrar softwares, sistemas de apoio, sistemas de monitoração e outros.

TADEU VANI FUCCI é presidente da Cimcorp

 

 

 

 


 
 
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