Há quem diga que isto pode ser prejudicial ao bom andamento de uma assembléia.
Acho que chegou a hora de incentivar a participação dos acionistas investidores nas assembléias das empresas. Estão enquadrados nesta categoria todos aqueles que não fazem parte do grupo de controle. Estão em foco: facilitar acesso, mais e melhores informações sobre a pauta e o voto por procuração.
A entrada de mais e mais empresas no Novo Mercado da BOVESPA com a totalidade de suas ações de ordinárias, é um forte incentivo a esta maior participação – uma ação um voto. Esta participação faz, no mínimo, com que os administradores se preocupem mais em prestar contas e muitas vezes ouvir sugestões e críticas que colaboram para o melhor entendimento dos negócios e dos atos da administração da empresa.
A cobrança das melhores práticas de governança corporativa tem levado as companhias a ouvir mais os seus "stakeholders", principalmente os seus "stockholders". A tendência é que elas facilitem ao máximo esta participação.
Há muito tempo se espera a participação de representantes dos fundos de investimentos nas assembléias de forma constante, já que eles possuem participação relevante em ações. Estes devem começar a freqüentar as assembléias, pois a ANBID e a AMEC lançaram um código de auto-regulação recomendando este procedimento a partir de julho/2008.
Os fundos de pensão são investidores importantes, e os maiores como a PREVI, têm trabalhado bastante, não só participando das assembléias, mas também, demandando das empresas nas quais são acionistas, mais detalhes sobre essas reuniões para que mais investidores tenham condições de se preparar para participar.
A CVM, também deve exigir mais das empresas em relação às informações relativas às assembléias através de modificações que devem surgir na revisão da Instrução 202 que deve sair em meados de 2008.
Participem! |