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Colunistas > Jomar Pereira Roscoe
 
  Sobre o autor

Jomar Pereira da Silva Rosco é jornalista e publicitário

 

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www.blogdojomar.com.br

 


jomar@centroin.com.br

Empresas 360 graus

 

 

Junho de 2009

Parece que foram as agências de publicidade que iniciaram esse movimento de se auto- intitularem como empresas de 360 graus, tendo como objetivo passar para o mercado, especialmente para possíveis novos clientes, a sensação de que estariam estruturadas para prestarem uma série de serviços, além da publicidade clássica de criação e veiculação de anúncios.


No caso, a proposta é de se poder oferecer atendimento em outras áreas da comunicação, como pesquisa de mercado, assessoria de imprensa, internet, marketing direto, promoções e muitas mais, completando um circulo de serviços.


Surge agora uma nova onda, das empresas de Terceira Dimensão, numa comparação com os filmes nessa categoria, tendo como proposta um posicionamento ainda mais completo, além dos 360 graus.
No recente Festival Internacional de Publicidade, que se realizou em Gramado, com palestrantes e debatedores nacionais e internacionais, o foco foi de quase unanimidade em relação ao momento em que estamos atravessando no setor da comunicação. O impacto com a chegada das novas tecnologias provocou um deslumbramento de possibilidades que ainda estão distantes de serem alcançadas.


Ações modestas acontecem no dia-a-dia das empresas que se utilizam desses novos instrumentos proporcionados basicamente pelo acesso a internet e as suas diversas alternativas. Nesses encontros e em artigos de especialistas ao redor do mundo, já se identifica uma certeza: a de que ninguém tem certeza de nada.
Todos reconhecem e exaltam as possibilidades ilimitadas das novas mídias, mas ninguém, com seriedade, faz previsões sobre o futuro que teremos em médio prazo. Sendo assim, o momento de nebulosidade se apresenta como o de oportunidades, das experiências, da busca de novos caminhos. Devemos todos festejar esse momento desafiador.


Uma das possibilidades que já se identifica é a de utilização das diferentes mídias como complementação de campanhas de marketing, nunca como exclusão definitiva dos veículos tradicionais, como jornais, revistas, televisão, rádio, outdoor, cinema, mala direta. Outra regra segura é da criatividade, fundamental em qualquer que seja o instrumento a ser utilizado. Nada substitui uma boa ideia, que seja pertinente e adequada aos propósitos de marketing.


Cabe aos responsáveis pelas ações comerciais fazerem uma reflexão diante do leque de oportunidades dos veículos existentes e procurar utilizar aqueles que melhor possam obter resultados a menor custo de investimento. Um bom anúncio em revista ou jornal poderá fazer efeitos satisfatórios, assim como uma presença na internet, dependendo dos objetivos e dos custos a serem investidos.


A tentação de se utilizar apenas a internet é grande, dada aos custos aparentemente menores de investimento, mas isso pode ser uma decisão desastrosa e insuficiente para os objetivos pretendidos. Já a complementação de algumas mídias parece ser, no momento, o caminho mais seguro.


O fascínio de poder utilizar instrumentos de 360 graus ou de terceira dimensão, ou qualquer outra denominação para definir o leque de oportunidades, pode ser também uma armadilha em mãos inexperientes.


Outro dia, uma famosa modelo do mundo publicitário, entrevistada para uma rede de televisão afirmou que a sua vida havia “dado uma volta de 360 graus”, sem perceber que com tal declaração ela simplesmente não teria mudado coisa alguma.


Diferente do mundo dos negócios em que a vida empresarial, particularmente nos setores de comunicação e marketing, as mudanças estão acontecendo em velocidade acelerada.
Em mais de 360 quilômetros.

 


 
 
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