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Colunistas > Henrique Costabile
 
  Sobre o autor

Henrique Costabile é conselheiro do Sucesu - SP.

 

 

 

 

hcostabile@sucesusp.com.br

InibiÇÃo de erros e fraudes

 

 

Junho de 2009

Nas últimas estatísticas divulgadas pela Febraban no site do CIAB 2009 salta aos olhos a grande quantidade de transações bancárias que são realizadas no Brasil: em 2008 foram mais de 43 bilhões de transações efetuadas, em suas diversas modalidades.


Estes números por si só demonstram a pujança do sistema bancário brasileiro, baseado no investimento continuo em capital intelectual e na enorme infraestrutura compreendendo logística, distribuição, tecnologia, produtos e serviços, marketing, etc.


À medida que a demanda por tais serviços se tornam mais sofisticados e a quantidade de transações aumenta, novos processos de tratamento destas informações são introduzidos.


Devido à alta competitividade no setor, é importante oferecer aos clientes serviços eficientes com qualidade a preços competitivos. Isto significa que os custos unitários das transações devem ser os mais baixos possíveis.


E neste particular, as transações que requerem retrabalho, controles manuais e verificações posteriores, são as que mais impactam os custos no back-office. Incluem-se neste rol as transações que são processadas erroneamente bem como as fraudes cometidas por pessoas mal intencionadas.
Estas fraudes são das mais diversas naturezas: cometidas através da Internet, nos caixas eletrônicos, na falsificação de cheques, na adulteração de cobranças bancárias, nos pagamentos de tributos, etc.


Para conter esta onda de tentativas e mitigar os riscos os bancos investem pesadamente em sistemas de prevenção e controle.


No caso específico do processamento de cheques e documentos de pagamento que é feito à noite envolvendo grandes volumes a prevenção de erros e fraudes requerem uma análise muito detalhada das informações processadas, em curto espaço de tempo.


Construir sistemas e ferramentas para controlar as operações e detectar erros e tentativas de fraudes é um grande desafio para os bancos, pois em muitos casos os criminosos sacam o dinheiro antes mesmo de a fraude ser detectada.


O cruzamento de informações de diversas bases de dados é uma das formas de detecção de erros e fraudes, uma vez que é possível comparar o “comportamento” de um determinado cliente no que diz respeito ao pagamento de cobranças, tributos federais e outras formas de débito em sua conta corrente.


Para isto é necessário interconectar, em tempo real, vários bancos de dados e utilizar ferramentas de Business Inteligence, para verificar no momento em que esta transação está sendo tratada, se ela está correta ou não. Um cheque emitido para pagar um tributo, por exemplo, não poderá ser utilizado para fazer um depósito em outra conta. Se um cliente raramente saca dinheiro em caixas eletrônicos e de repente aparece uma transação de saque de todo o seu saldo, isto chamará a atenção do sistema de controle.


As possibilidades para estes tipos de validação são infinitas e hoje em dia o mercado já possui várias ferramentas que possibilitam estas análises em tempo real, permitindo cruzar informações de diversas bases de dados em diferentes plataformas com um tempo de resposta que possibilita a detecção do erro ou fraude no momento em que estiverem sendo executados.


As exceções são submetidas á análise de sistemas especialistas com inteligência artificial, ou mesmo a uma central, na qual pessoas especializadas do banco irão analisar e tomar as devidas decisões.
No caso da submissão destas exceções para exame e aprovação por pessoal especializado do banco, é igualmente importante que os sistemas forneçam todos os elementos necessários.


Vamos imaginar um cheque emitido por uma empresa, com suas assinaturas, para pagar um tributo, sendo que um dos signatários não tem poderes para assinar cheques acima de um determinado valor. Neste caso o sistema verifica a existência de fundos na conta, compara as assinaturas através de módulo de reconhecimento de padrões e constata que uma delas é imprópria. Ao submeter o caso para a aprovação da mesa de exceções, a transação vem acompanhada de todos os elementos, ou seja, a imagem do cheque, a imagem do documento a ser pago, as imagens constantes nos cartões de assinatura, os poderes conferidos aos signatários, telefone do cliente, etc. em outras palavras, tudo que é necessário para facilitar o contato com o cliente e resolver a pendência com eficiência e no menor tempo possível.


As instituições financeiras estão investindo neste tipo de tecnologia como decorrência da constante avaliação de riscos e pela alta competitividade existente no setor, que exigem a proteção dos ativos do banco e de seus clientes, com serviços ágeis, eficientes e com alta qualidade.

 

 

 

 
 
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