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Colunistas > Hélcio Estrella
 
  Sobre o autor

Hélcio Estrella é diretor da Aviação em Revista.

 

helcio@aviacaoemrevista.com.br

VIAGENS DE NEGÓCIOS

 

 

Junho de 2009

• A Alcântara Machado/Reed Exhition vai realizar os trabalhos de promoção, vendas, organização operacional e montagem da Feira das Americas-Abav Nacional, já a partir deste ano, segundo contrato fechado com as duas entidades em maio, em São Paulo. Com o contrato, a ABAV espera dar uma maior dimensão internacional ao evento, segundo anunciou o dirigente da ABAV, Carlos Alberto "Cacá" Amorim Ferreira.


• O mercado corporativo foi o responsável pelo aumento do crescimento no número de hospedagem na rede hoteleira brasileira no primeiro trimestre do ano, mesmo com o aumento médio de 9% nas suas tarifas, segundo estudos da publicação IT-Indicadores Trend, de São Paulo.


• Pode parecer incrível que uma pousada perdida no meio do Pantanal do Mato Grosso (coração de um dos maiores santuários de vida selvagem do Brasil) tenha como seus principais clientes executivos estrangeiros, especialmente europeus. Mas é o que acontece com a Pousada das Araras Eco Lodge, no município de Poconé, onde grandes (e pequenos) jacarés, veados, capivaras, antas, macacos e até mesmo onças pintadas podem ser avistadas atravessando a estrada.

 

• Implantado ali pelo ambientalista carioca André Von Turronyi, serve para provar que se pode ganhar dinheiro com preservação ambiental. Ele está a quase 30 anos no Mato Grosso, onde implantou três hotéis que tem como foco o meio ambiente. Preservando, ele ganha dinheiro.

 

• As expectativas da aviação comercial mundial concentram-se agora no novo Presidente Executivo da IATA, David J. Bronczeck, que é Presidente da FedEx Express, escolhido em junho pelo Conselho de Governadores da entidade, cujo mandato começa em junho de 2010. É a primeira vez que um executivo não dirigente de empresa aérea de passageiros vai ocupar o cargo.

 

SPECIAL REPORT

 

Turismo de Negócios ou Caçada de Eventos?

 

Como os antigos caçadores, que se embrenhavam nas florestas virgens do passado, munidos de uma surrada jaqueta, de uma velha e confortável bota de couro e de muitas tralhas de caçador – espingarda, munição, barracas, etc. –, eles não estão mais nas matas, preferem o asfalto de cidades, usam elegantes e bem cortados ternos, com os quais são recebidos em ambientes refrigerados e confortáveis de cidades – lugares como Nova York, Washington, Paris, Londres, Roma, Estocolmo, Frankfurt, entre outros. E é nelas que realizam caçadas sensacionais que acabam rendendo milhões de dólares para suas comunidades.


São os caçadores de eventos, modernos mascates, saídos de faculdades e de sofisticados cursos de pós-graduação, onde o aprendizado dos negócios do turismo é sofisticado. Congressos, feiras e eventos são sua caça preferida e na qual miram suas armas, capazes de convencer qualquer um de que tem um produto que interessa: uma cidade de mais de 12 milhões de habitantes, que tem 15% do PIB brasileiro, uma das maiores redes hoteleiras do mundo, com seus 420 hotéis a centenas de flats e com a logística de suporte representada por três aeroportos internacionais, por milhares de agentes de viagens, uma rede de 12,5 mil restaurantes representantes de mais de 600 etnias, 15 mil bares, 80 shopping centers, cerca de 240 mil lojas, 260 cinemas e teatros, 90 museus de arte ou temáticos e um gigantesco shopping peculiar, a céu aberto, a Rua 25 de março – por cujas lojas passam diariamente cerca de 1 milhão de compradores. E uma cidade que saltou, em menos de cinco anos da 23ª para a 12ª colocação no ranking mundial da ICCA.


Tony Sando pode ser apontado como um desses caçadores de eventos. Diretor Superintendente do São Paulo Convention Bureau, esse paulistano vive quase as 24 horas do dia pensando como vender a capital bandeirante, atraindo para ela eventos de grande porte, supervisionando um trabalho de pesquisa e organizando eventos corporativos para mostrar e convencer uma entidade nacional ou internacional de que realizar seu evento em São Paulo é mais vantajoso do que em qualquer outro local do planeta. "É um trabalho difícil, mas trabalhamos especialmente com a sensibilidade dos realizadores de eventos, provando que a multidiversidade é o melhor produto que temos", diz Tony, que foi durante sete anos Gerente de Marketing da Accor Hospitality para a América do Sul.


Mas, ele lembra que existem centenas de profissionais trabalhando na atividade, que define como caçadores de eventos. Ele está à frente de uma equipe que está lançando no segundo semestre a campanha "São Paulo é tudo de bom", uma ousada empreitada para manter a capital paulista como um dos lugares de maior interesse do turista mundial. "Podemos chamar o vendedor de turismo de negócios de caçador de eventos", resume assim o trabalho do SP&Convention Bureau.

 


 
 
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