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Destaque 02 |
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Municípios se preparam para os grandes projetos
Fevereiro de 2010 |
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O grande desafio que o Rio de Janeiro vai enfrentar é transmitir confiança a novos investidores para trazer projetos que complementem as ações da atual virada econômica. As entidades que estão participando dos encontros promovidos por BANCO HOJE reconhecem que, após a perda da capital federal, a região perdeu força de atração para novos projetos.
Os grandes investimentos em infra-estrutura em implantação podem reverter esta situação, desde que o estado e os municípios façam sua parte, o que inclui dotar a região de condições de moradia e desenvolvimento pessoal e profissional. É uma oportunidade singular, que requer a integração de esforços dos líderes do processo O Secretário de Finanças do estado, Joaquim Levy,declarou que o estado se organizou para o diálogo com as empresas, cuidando de organizar suas finanças.
O consórcio Conleste, formado pelos 12 municípios próximos a Itaboraí planejam núcleos residenciais destinados a abrigar a inevitável elevação do numero de moradores. Não se trata somente de moradias. É necessário educação, saúde, cultura e inserção destes novos moradores na comunidade local.
Não se pode esquecer que o êxito deste pólo econômico e social vai atrair outros projetos, empresas e pessoas. Este é o ponto de vista de Julio Lagun, que começa nesta edição uma nova coluna permanente em BANCO HOJE.
PARTICIPANTES :
1. Joaquim Levy, secretário de Finanças do estado do RJ
2. Profº Teófilo Azeredo Santos, sindicatos do Bancos do Rio de Janeiro
3. José Artur Lemos de Assunção, presidente do Sindicato das Financeiras do Rio de Janeiro
4. Wagner Victer, presidente da CEDAE
5. Prefeito Carlos Roberto Pereira, diretor Geral do Conleste
6. Rubens Langer Albuquerque, representante da Transpetro – Petrobrás
7. Roberto Aroso, presidente da Associação das Empresas de Telecom
8. Alvaro Albuquerque, diretor do Sebrae-RJ
9. Saturnino Braga, ex-senador e presidente do Instituto Casa Grande
10. Julio Lagun, Subsecretário de Ciência e Tecnologia do estado do Rio
11. José da Rocha Pinto, presidente do Sindicato das empresas de Plásticos do Rio de Janeiro
12. Francisco Itzaina, presidente da Rolls Royce para a América do Sul
13. Alexandre Neves, gerente da Montreal Informática
14. Fernando Sandroni, presid do Conselho de Tecnolog da Firjan
15. Luiz Pinto de Carvalho, professor da UFF e secretário de Ciência e Tecnologia de Niterói
16. Ricardo José Salim, do Banco Pactual
17. Jorge Coelho, executivo de clientes da Cisco.
A INTEGRAÇÃO DOS PROJETOS NA VIRADA ECONÔMICA E SOCIAL DO RIO DE JANEIRO
CAW, editor de BANCO HOJE
A revista Banco Hoje começou a realizar estes debates mensais no Rio de Janeiro por acreditar que a economia deste estado daria um salto, como já está acontecendo. Não achávamos que isso fosse acontecer tão rápido, que conseguíssemos reunir tantas lideranças dos projetos em implantação.
Temos certeza que todos os grandes projetos que estão sendo implantados isoladamente no Rio de Janeiro farão, em conjunto, grande mudança na economia do estado.
Nossos objetivos nesta série de reuniões são propiciar sinergia entre estes projetos e evitar que eles tragam por consequência a favelização da região de Itaboraí. Nossa experiência no Rio é de projetos com êxito econômico e fracasso social. A Ponte Rio-Niterói, por exemplo, quando as obras acabaram os trabalhadores receberam um elogio e foram para casa, mas como não tinham casa se alojaram nas favelas. O mesmo aconteceu com as obras do metrô, dos prédios da Barra da Tijuca, e outras obras. Nós não queremos que o mesmo aconteça no Pólo Petroquímico de Itaboraí, na Companhia Siderúrgica do Atlântico e em outros grandes projetos em execução.
Para isso trouxemos, por exemplo, o Dr. Wagner Victer que, em depoimento, já prometeu que, sem dúvida, não faltará água e esgoto para todos os municípios do CONLESTE.
O Superintendente da Caixa Econômica Federal, Raimundo Macedo, também já garantiu que não faltará dinheiro para financiamento de casa própria. Por fim, o prefeito de Tanguá, Carlos Pereira, informou que os prefeitos da região do CONLESTE se reuniram para planejar a criação de três núcleos residenciais, com o objetivo de absorver toda a mão de obra que chegará naquela região.
Esperamos que este empreendimento seja não só um pólo econômico bem sucedido, mas que o Brasil receba um pólo social modelo, que servirá de inspiração para as demais iniciativas. O Secretário de Fazenda do estado, Joaquim Levy, mesmo indiretamente, está envolvido em todas estas vitórias setoriais que foram citadas nas últimas reuniões promovidas pela Banco Hoje.
JOMAR PEREIRA,
moderador do debate
A Revista Banco Hoje já promoveu seis encontros deste tipo, todos com informações extremamente otimistas com relação ao Rio de Janeiro. Gostaria de saber qual é a visão do Secretário de Fazenda, Joaquim Levy, sobre o quadro recente de acontecimentos no estado.
INVESTIMENTOS CHEGAM PORQUE O GOVERNO INSPIRA CONFIANÇA
JOAQUIM LEVY,
secretário de Finanças do estado do RJ
É inegável que estamos vivendo um momento muito positivo para a economia do Rio de Janeiro. Não só o estado, mas o país está vivendo um momento importante, por razões internas e externas, em parte pelas inúmeras reformas e modificações observadas nos últimos 15 anos. O Brasil tem mudado muito, e a mesma necessidade de eficiência e concorrência que transformou o setor empresarial depois da abertura da economia, no início da década de 90, chegou ao setor público. Quando a economia foi aberta teve-se que acabar com a inflação, pois é impossível um país ser aberto com inflação de mais de mil por cento.
Com a melhora da gestão macro econômica e a diminuição das crises, o gestor público começa a ter outro tipo de demanda, pois a partir do momento que não existe a constante e iminente crise, o gestor passa a ser cobrado de forma muito mais objetiva, não há mais desculpas para que não entregue os serviços. Eu diria que, ainda não de maneira perfeita nem homogênea, mas cada vez mais, se enraíza a idéia de que o governo existe para servir.Não existe meramente para mandar ou organizar direitos e favores, mas sim para servir, e ele é cobrado pela qualidade desses serviços.
Acontece que, da mesma forma que uma empresa, o governo só consegue produzir o que é demandado quando consegue se organizar. Esta questão deve ser realimentada, pois o Rio de Janeiro “chegou tarde ao baile”, por isso são notórios casos de outros estados onde a ênfase em gestão já existe há alguns anos, com resultados extremamente positivos. Os estados que tiveram melhor gestão, em qualquer região do país, obtiveram maior retorno político, com reeleição de governadores com 70 ou 75% dos votos. O povo não se engana, por mais barulho que se faça.
As modificações que ocorreram, por exemplo, na Fazenda, onde instituímos novos sistemas, com investimento pesado em pessoas, tecnologia e métodos, “tapando buracos” da legislação, dando garantia de seriedade de tributação e atraindo, assim, novas empresas. Hoje qualquer fornecedor que tenha certificação eletrônica entra no sistema e tem um relatório de todo relacionamento com a Fazenda.
Aumentamos cerca de 60% no gasto com saúde, mas a oferta de serviços cresceu algo em torno de 200%. Isto tem impacto extraordinário, não só em termos de bem estar para a população, mas em atendimento à economia. O sujeito agora não perde seu dia de trabalho por motivos de saúde, pois tem acesso ao atendimento antes de ficar doente e isso reflete economicamente.
A grande mudança no Rio de Janeiro é que governo está no mesmo compasso, preparando-se para não perder oportunidades, e este preparo se dá com organização e muito trabalho. A ética com que trabalhamos é muito importante e já apresenta resultados, vale citar apenas um exemplo que tem enorme conseqüência. Em 2008 detectou-se claramente que tínhamos grande vantagem comparativa com relação às olimpíadas, e sabíamos que a nossa obrigação era aproveitar a oportunidade. As olimpíadas são um negócio “multibilionário” e ninguém pode arriscar que seja um fiasco. Por isso, todo trabalho realizado neste um ano e meio foi para prepararmos um caderno altamente realista, apresentando exatamente o que faríamos. Quando a comissão viu este caderno ficou impressionada, pois tudo aquilo era para acontecer, mesmo que tivéssemos feito opções mais modestas. Prometemos o que era essencial para jogos seguros e de sucesso. Nós faremos muito mais, mas prometemos aquilo que sabemos ser o principal.
A base disso é a seriedade do trabalho e a capacidade de reunir apoio. Eu diria que este é o segredo que experimentamos a cada dia com nosso trabalho. É o que está fazendo a diferença no Rio de Janeiro.
Com relação à Receita, a bagunça acabou, agora o processo é informatizado, impessoal. O fiscal não pode perseguir nem proteger. As empresas manifestam conforto em vir para o Rio e isto é muito importante, pois claro que é fabuloso termos projetos “âncora” como o COMPERJ, a CSA, mas o real crescimento está nas empresas, de forma a manter a diversidade, que é um dos maiores ativos do estado. As empresas precisam vir para o Rio sabendo que é um ambiente seguro fisicamente, afinal todos sabem o que está sendo feito em termos de segurança, mas seguro também no relacionamento institucional com o estado. Este é o nosso desafio e é o que temos feito e continuaremos fazendo.
Esta configuração permite que sejamos otimistas e tenhamos confiança de que saberemos aproveitar as oportunidades e o ambiente favorável que o Jomar acabou de mencionar . Sempre terão desafios e até contrariedades, mas o trabalho está sendo realizado e este é o compromisso do governo do estado.
Em seu discurso de posse o governador declarou algo muito condizente com o que temos feito até agora, que o governo seria feito com “10% de inspiração e 90% de transpiração”, isso não significa cara feia, pode ser com alegria, união e bom humor. Outra declaração do Sérgio Cabral que me chamou bastante atenção foi quando disse que nenhum governante se dá ao respeito se não tiver o cofre cheio e com as contas pagas. Desta maneira, acredito que o governo tenha a obrigação de responder a este ambiente favorável.
JOMAR PEREIRA,
moderador do debate
Aproveitarei o encerramento do Dr. Joaquim Levy, ao falar das olimpíadas, para fazer uma consulta ao Sr. Wagner Victer sobre o programa de despoluição da Baía de Guanabara. Na semana passada nós tivemos no Rio de Janeiro um campeonato de vela, e um dos problemas mais visíveis era justamente a poluição. Em nosso último encontro o Victer informou que com uma verba de aproximadamente 700 milhões a Baía de Guanabara seria despoluída.
A GARANTIA DE ÁGUA E ESGOTOS NA ÁREA DO CONLESTE
WAGNER VICTER,
presidente da CEDAE
Realmente o estado talvez não seja tão diferente de uma empresa. Cada vez mais se busca governança, em qualquer administração e na própria administração pública. No momento em que a administração pública caminha para os pregões eletrônicos, se tira o caráter pessoal, caminhando para a impessoalidade, fundamental na gestão. O estado implantará nas próximas semanas uma medida extremamente corajosa, que é a questão de barreiras fiscais, fundamental para melhorar, cada vez mais, a governança do estado. Isto representa, inclusive, melhores investimentos, pois o investidor privado considera isso no processo decisório.
Acredito que projetos como o Porto de Açú e uma série de outros, caminham na linha da diversificação da economia do Rio de Janeiro. São projetos que não se encerram em si, vão alavancar novos investimentos. O fato de ter no COMPERJ uma unidade de produtos básicos vai gerar a segunda e terceira geração, que iniciamos com o pólo gás químico. O mesmo ocorre com a CSA, pois o Rio de Janeiro sempre foi, basicamente, canal de exportação de minério. Tínhamos uma usina siderúrgica da década de 40 e a demanda que crescia no Rio de Janeiro era para produção de chapas grossas, o que é uma tendência natural da CSA. Com o projeto da Gerdau e a ampliação da Votorantim, por exemplo, o estado deixou de ser meramente exportador de minério e passou a produzir itens acabados da indústria siderúrgica. Isso é extremamente importante, pois fortalece a indústria naval e a economia do município.
No caso específico da Baía de Guanabara, em 2007 o esgoto tratado em regime secundário era de dois mil litros por segundo, o equivalente ao Maracanazinho por dia. Atualmente, com a estação de Alegria, passamos para o tratamento de quatro mil e quinhentos litros por segundo, ou seja, em três anos o volume de tratamento de esgoto escoado para a Baía de Guanabara mais que duplicou. Isto reflete em resultados concretos na melhoria da água.
Na entrada do Canal do Cunha, que era o ponto mais poluído da Baía de Guanabara, historicamente o nível de coliformes era de 160 mil por unidade. A colimetria medida recentemente pelo INEA apresentou o nível de cinco mil, uma redução de 32 vezes. Isto ainda está acima do nível recomendado pelo IBAMA, que é de mil, mas já é um grande avanço.
Os 800 milhões necessários para a despoluição não são “mágicos”, não farão revolução, na verdade tornarão operacionais os 2,4 bilhões que o estado já investiu no passado, que muitas vezes não está em produção efetiva. Nós temos um conjunto de estações, como Pavuna e São Gonçalo, onde foram feitas as obras, mas não redes coletoras. Na realidade, esses 800 milhões farão com que possamos colocar os investimentos anteriores em funcionamento. Sairemos de dois mil, em 2006, para 13.500 litros por segundo escoados na Baía de Guanabara. O que é uma revolução total.
Com relação à questão do torneio de Vela na Marina da Glória, naquele local está sendo implantado um investimento de 11 milhões de reais, uma parceria fechada entre CEDAE e Eike Batista, recente proprietário da Marina da Glória. Nas próximas semanas anunciaremos também o investimento para a retirada da saída do esgoto clandestino lançado em águas pluviais, que acontece na Marina. Garantimos que naquela região voltará a ter tartaruga marinha, como tivemos recentemente durante operação de curto prazo.
Com relação ao COMPERJ, talvez outro desafio seja não apenas preparar casas para as pessoas migrarem, mas qualificar quem já está lá para ter condições de ocupar essas vagas. Se houver a migração populacional sem qualificação das pessoas da região, elas serão subempregadas, enquanto os profissionais qualificados virão de fora. A Petrobrás tem um dos melhores quadros de funcionários do país, é uma empresa séria e não tenho dúvida que saberá administrar este processo da melhor maneira.
JOMAR PEREIRA,
moderador do debate
O ex prefeito, Saturnino Braga, vivenciou forte dificuldade financeira durante sua gestão, na década de 80. Gostaria que apresentasse sua visão de mudança no estado do Rio de Janeiro deste período para cá.
O RIO ESTÁ VIVENDO NOVAS CONDIÇÕES PARA CRESCER
SATURNINO BRAGA,
ex-senador e presidente do Instituto Casa Grande
Em 1960 o Rio de Janeiro sofreu terrível impacto com a mudança da capital para Brasília. Isto significou para o município tremenda carga de negatividade. A cidade perdeu atenção do governo, verbas federais e o próprio funcionalismo público. O Rio perdeu tudo isso e depois começou a perder o sistema financeiro, entrando em uma decadência muito difícil de refrear.
O processo de esvaziamento econômico, que começou com a mudança da capital, prosseguiu até quase o fim do século. Agora assistimos aos empresários, governantes e funcionários submetidos ao desafio e, desta forma, reagindo e buscando o aperfeiçoamento. Se o Rio de Janeiro era desatento por receber muitos benefícios, quando deixou de recebê-los, a população economicamente ativa da cidade teve que se esforçar para dar a “volta por cima”. Este processo leva algum tempo para mostrar resultados.
Na virada do século começou a “florescer” todo esforço de aperfeiçoamento dos dirigentes de uma forma geral. O Rio fez a inflexão da curva e ganhou um ramo ascendente, motivo pelo qual vivemos agora com muito regozijo e justiça. Os mega projetos colocados aqui são fruto de todo este contexto.
Hoje vivemos uma situação bastante interessante e promissora e todos temos participação nisso. Este processo de aperfeiçoamento dos dirigentes do Rio frutificou e agora vamos continuar o trabalho, com figuras como Joaquim Levy e Wagner Victer, dos quais nos orgulhamos muito.
ROBERTO AROSO,
presidente da Associação das Empresas de Telecom
A Associação Brasileira de Telecomunicações tem trabalhado há muitos anos para o desenvolvimento e para a proliferação de melhor comunicação no estado e no Brasil. A nossa associação tem 62 anos de existência, e funciona em âmbito nacional, com sede no Rio de Janeiro. O próprio prefeito Carlos foi um dos pioneiros do estado na busca da banda larga para o município de Tanguá. Com vista nisso e no grande “boom” que o Rio de Janeiro vai experimentar nos próximos dez anos, sugere-se que, nos projetos de habitação, a banda larga seja insumo básico, exatamente para promover a elevação do nível social e econômico dessa classe média que está surgindo e é importante para o desenvolvimento do país. Fica dessa forma a sugestão, de que já na entrega das residências ou unidades imobiliárias, estejam providas de banda larga, no sentido de promover o desenvolvimento sócio-econômico do país e, principalmente, do estado do Rio de Janeiro.
PEQUENAS EMPRESAS NOS GRANDES PROJETOS
ALVARO ALBUQUERQUE,
diretor do Sebrae-RJ
O Sebrae tem tido grande participação no processo em que estão inseridos os grandes investimentos no estado do Rio de Janeiro e faremos o possível pela inserção das micro e pequenas empresas nas respectivas cadeias produtivas no entorno. COMPERJ, CSA e Porto do Açu funcionam como forma de atração de investimentos, mas é necessário que seja preocupação o esforço para oxigenar a economia local. Acontece enorme impacto durante a fase de construção e mobilização estrondosa de mão-de-obra, como a do caso da Thyssenkrupp, que é bastante conhecido. No entanto, o nosso trabalho de formiguinha tem sido no sentido de nos aproximarmos dos implantadores desses projetos e, sobretudo, dos compradores de partes, peças, serviços e do comércio para capacitá-los a atender a demanda de um público diferente.
O SEBRAE tem realizado uma série de eventos, seminários e cursos de capacitação,como nossa parceria com a Petrobrás, que pode ser considerado o exemplo melhor sucedido, através da inserção através do Prominp. As micro e pequenas empresas devem ter vez em torno desses grandes projetos.
O estado tem sido outro grande parceiro, tendo entendido que deva ser criado um ambiente favorável ao micro e pequeno negócio, evitando ou diminuindo a burocracia, caindo impostos e taxas. A nova lei geral da micro pequena empresa foi promulgada e já tivemos o privilégio de receber no SEBRAE o próprio governador, que assinou o que seria a adaptação dessa lei para o estado.
Estamos trabalhando em conjunto com os municípios para que toda verticalização das ações da nova legislação, cuja lei é do governo federal, se dê com o governo estadual e com as prefeituras. Hoje, com as finanças equilibradas, temos condição de planejar o estado a longo prazo, visando os grandes eventos esportivos que acontecerão no Rio.
VALORIZAR A MATEMÁTICA NA EDUCAÇÃO
FERNANDO SANDRONI,
presidente do Conselho de Tecnolog da Firjan
O Sebrae tem tido grande participação no processo em que estão inseridos os grandes investimentos no estado do Rio de Janeiro e faremos o possível pela inserção das micro e pequenas empresas nas respectivas cadeias produtivas no entorno. COMPERJ, CSA e Porto do Açu funcionam como forma de atração de investimentos, mas é necessário que seja preocupação o esforço para oxigenar a economia local. Acontece enorme impacto durante a fase de construção e mobilização estrondosa de mão-de-obra, como a do caso da Thyssenkrupp , que é bastante conhecido. No entanto, o nosso trabalho de formiguinha tem sido no sentido de nos aproximarmos dos implantadores desses projetos e, sobretudo, dos compradores de partes, peças, serviços e do comércio para capacitá-los a atender a demanda de um público diferente.
O SEBRAE tem realizado uma série de eventos, seminários e cursos de capacitação,como nossa parceria com a Petrobrás, que pode ser considerado o exemplo melhor sucedido, através da inserção através do Prominp. As micro e pequenas empresas devem ter vez em torno desses grandes projetos. O estado tem sido outro grande parceiro, tendo entendido que deva ser criado um ambiente favorável ao micro e pequeno negócio, evitando ou diminuindo a burocracia, caindo impostos e taxas. A nova lei geral da micro pequena empresa foi promulgada e já tivemos o privilégio de receber no SEBRAE o próprio governador, que assinou o que seria a adaptação dessa lei para o estado. Estamos trabalhando em conjunto com os municípios para que toda verticalização das ações da nova legislação, cuja lei é do governo federal, se dê com o governo estadual e com as prefeituras. Hoje, com as finanças equilibradas, temos condição de planejar o estado a longo prazo, visando os grandes eventos esportivos que acontecerão no Rio.
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