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Annie Morrissey, presidente do SPCVB |
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As idEias que vÃo agitar SP
Fevereiro de 2009 |
RAUL SULZBACHER
Alguns afirmam que os shoppings fazem parte da cadeia do comércio. Entretanto, os empreendedores são filiados ao Secovi, pois são empreendedores imobiliários e vivem de aluguel. Por isso, convencer um empresário o que irá representar a questão do Convention é complicado.
Quando abrimos a possibilidade de comércio aos domingos, foi uma bandeira do Convention junto com a FeComercio, em que tive a honra de poder acertar com o Presidente Fernando Henrique a modificação da lei do comércio aos domingos. O Maluf afirmava a importância de tal ação, no entanto era uma decisão que tinha que ser federal, pois o município só regulamenta a abertura, a definição se pode ou não funcionar cabe ao ministério do trabalho, a CLT - que foi alterada, abrindo a possibilidade do comércio funcionar aos domingos também.
Naquele momento, fizemos campanhas usando o Convention. Iniciando passo a passo. Primeiro, abrindo nos domingos que antecediam as grandes datas (dia das mães, dia dos pais, dia dos namorados), conseguindo que alguns domingos do ano pudéssemos funcionar e, naquele momento, não só os shoppings centers, mas todos se filiavam ao Convention e contribuíam com a entidade e também pagavam a quota para participar da campanha “Nós vamos funcionar no próximo domingo”.
Depois que o objetivo foi alcançado, 80% saiu do Convention Bureau porque não viam onde a entidade poderia ajudá-los. Colocamos que o shopping só crescerá dentro da mesma filosofia que se tem em Paris e NY, se São Paulo se tornar o grande centro de turismo e de comércio. Faz parte da cultura, ter que vir a São Paulo para deixar de ser “caipira”. Se não tiver a possibilidade de ir a NY ou Paris, pode ir a São Paulo, que estará tão bem servido quanto. Alguns shoppings estão entendendo que o seu crescimento com esta concorrência grande de novos shoppings que estão por toda São Paulo, torna-se necessário se diferenciar, ser hospedeiro do turismo fará vencer e ganhar um público ótimo. O comércio nova-iorquino, parisiense e de Milão, não sobreviveriam se não tivesse essa avalanche.Iniciamos uma grande campanha junto aos shoppings centers para trazê-los a participar novamente do Convention, como já explicado anteriormente. No entanto, tem que ser coletiva esta campanha.
ANNIE MORRISSEY
Usando o produto para atrair as pessoas a virem a São Paulo para a Virada de Estação, e os hotéis terão participação fundamental. Este evento faz parte do calendário da SPTUR que apóia o Convention em todos os projetos.
RAUL SULZBACHER
A crise sempre gera novos pensamentos e as pessoas devem se desacomodar e passar a pensar em soluções. A Agência DPZ, por exemplo, propôs uma ação ao Shopping Iguatemi que eu penso que poderá se transformar em idéia da cidade e não só do shopping. A principio, era apenas como combater a crise na zona sul, como motivar o consumo. A idéia tornou-se macro. Utilizando a Virada da Estação, utilizaremos o outono e o inverno, deixando o verão. Aproveitando o gancho do outono-inverno, esta ação poderá se repetir todos os anos na abertura da estação.
A ABRACE - a Associação Brasileira dos Shoppings Centers, o Convention Bureau, a Fecomércio, a Associação Comercial e a SPTuris estão participando desta ação. Para fazer esta atividade funcionar rápido e ser aceita pelo comércio e pelos shoppings compulsoriamente, eu procurei o governo do Estado através da Associação Comercial. A resposta foi uma vantagem que será dada aos lojistas que participam deste movimento, adiando por trinta dias o ICM. Uma operação simples que funciona através da internet, onde o lojista se inscreve no site da Secretaria da Fazenda, assina um pequeno compromisso que contém o que se deve fazer nos quatro dias da Virada da Estação, sendo beneficiado automaticamente com a prorrogação da taxa, o que não representa significativamente um déficit no fluxo de caixa do Estado, entretanto, para o lojista significa trinta dias de capital de giro, obrigando o Secovi a participar, pois será pressionado pelos empreendedores.
A priori, o que poderá ser alterado, os shoppings terão que franquiar os estacionamentos a partir das oito da noite, nestes dias da ação (quarta, quinta, sexta e sábado), o shopping funcionará mais uma hora por dia nestas ocasiões, tornando estes dias de festa para o comércio. Não há preocupação se todas as pessoas que irão ao shopping irão comprar ou não. Tem que se permitir que o shopping fique movimentado porque de acordo com dados, entre 25% a 30% das vendas são realizadas por impulso, o que permite sucesso da ação da Virada da Estação.
Esta é uma campanha de motivação de vendas, tendo a Rede TV! E a Globo como parceiras que imediatamente aderiram à idéia, junto as operadoras de celulares e de cartões de crédito que darão aos seus consumidores uma pequena vantagem que ainda não foi sacramentada. Haverá também ações em volta desta organização, fazendo que as pessoas circulem: São Paulo tudo de Bom (a bandeira de tudo isto), lojas que farão parte do grupo verde, estabelecimentos da grupo azul receberão a “bolacha” do Convention ( a todos que se inscreverem no site da federação e se comprometem a ofertar um brinde como um bombom, uma taça de champanhe que será entregue em uma loja do grupo amarelo, por exemplo. Isso não obrigará o cliente a comprar no estabelecimento onde irá pegar o brinde, mas fará com que ele circule pelo shopping).
ANNIE MORRISSEY
A venda é conseqüência, o consumidor tem que se sentir bem dentro do shopping, tem que ser um passeio.
RAUL SULZBACHER
Em acordo com a hotelaria, quem vier a São Paulo na época da Virada da Estação e se hospedar em um dos hotéis participantes, terá descontos na sexta, sábado e no domingo. A participação de grandes redes de lojas que estão presentes na maioria dos shoppings é algo a ser estudado. A estrutura dos shoppings são as grandes redes - que são âncoras. Se tiver o apoio dos lojistas e grandes redes, a promoção terá sucesso. Cada shopping quer ser o receptivo do turista, pois o paulistano tem o hábito de freqüentar o shopping mais perto de sua casa. Os shoppings estão se diferenciando, por exemplos, o Center Norte e Iguatemi – produtos diferentes com faturamentos mais altos do Brasil - que têm cadeias e com públicos completamente diferentes. Pegamos alguns eventos que aconteceram em São Paulo e tentei usar um Congresso de cardiologia ou de odontologia que acontecia no estado e quis oferecer às senhoras que acompanhavam os congressistas uma van que fosse até o Iguatemi, no entanto, as senhoras convenceram o motorista a não ir ao Iguatemi e foram para 25 de Março.
SERGIO PASQUALIN
A curiosidade sobre a 25 de Março e sobre o trânsito caótico de São Paulo é notória. No dia 24 de abril, haverá a solenidade de inauguração de um centro de convenção versátil e completo, com dezessete auditórios, frente de pavilhão em projeto moderno. Contamos com 90% de recursos próprios e 10% financiados. Temos certeza que será um alavancador para novos negócios. O projeto iniciou-se antes da crise, mas não mudou-se o planejamento porque a retomada já começou. O Brasil está descolando de países que tem potencial alto, mas também são grandes os problemas a serem equacionados, dimensões territoriais tão grandes quanto o Brasil, mas com enormes populações.
Os sintomas de vários promotores de feiras que expositores, principalmente da Europa, interessados em participar das feiras brasileiras, pois há mercado interno forte, sadio e com potencial de crescimento. Reconhecemos o Anhembi como o precursor das feiras no Brasil e, depois de dezesseis anos, nós nos destacamos, complementamo-nos e não concorremos. O que é importante para a cidade não haver deslocamento de um para o outro, o que não resultaria em nada.
O Brasil através da cidade de São Paulo tem a oportunidade de conquistar uma posição que poucas cidades têm no mundo, tornar-se um centro comercial como Dubai, Nova Yorque, Londres. O sistema financeiro brasileiro é extremamente desenvolvido até mesmo pelos anos de inflação, exemplo é a união Itaú-Unibanco, mostrando um setor consolidado e não comprometido. O depósito compulsório foi uma das ferramentas que fizeram que não tivesse o comprometimento do sistema financeiro brasileiro, ao contrário do que ocorreu no exterior.
TASSO GADZANIS
Existe um estacionamento de ônibus de compradores na Rua 25 de Março, onde há vinte baias. No mês de abril de 2007, mês que não tem compras, pois não há data comemorativa, foi feita uma enquete neste estacionamento que teve neste mês mencionado 605 ônibus nos vinte dias úteis, a declaração foi que eles trouxeram R$ 32,5 milhões. A CT afirma que são 500 ônibus por dia que trazem compradores para rua 25 de Março. Na Rua Araguaia, no Canindé, atrás do Campo da Portuguesa, tem uma antiga garagem da CNTC, onde o SPCVB está trabalhando e colocará 180 ônibus, tendo que tirar 500 ônibus por dia da cidade que ficam parados.
Com pouco dinheiro, muita criatividade e o apoio da iniciativa privada, está em pauta a realização de um conjunto de eventos destinados a atrair muito mais visitantes à cidade de São Paulo. Essas idéias terão o apoio do São Paulo Convention and Visitors Bureau, cuja presidente eleita participou do Fórum Viagens de Negócios, promovido por BANCO HOJE e o FAVECC. Annie Morrisay, nova presidente, é executiva do segmento hoteleiro, mas de sua diretoria participam integrantes das áreas de promoção de eventos e shopping centers. Essa química está gerando projetos que vão despertar paulistas e visitantes nos próximos meses. Por exemplo, o projeto A Virada da Estação, que conta com apoios das áreas da hotelaria e comércio.
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