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Luiz Mattar, Presidente da Tivit

Maior controle sobre gastos trouxe mais clientes para a Tivit

 

 

Maio de 2009

A crise econômica mundial não foi diretamente responsável pelo impacto causado no mercado de outsourcing. No entanto, a gestão e os cuidados diferenciados adotados pelas empresas para controlar as despesas se deve à chegada da crise.


A operação de outsourcing representa diferentes pontos de vista. Em algumas empresas pode significar despesa, economia ou até mesmo investimento. A missão da Tivit é provar que o outsourcing é a maneira mais rápida, produtiva e otimizada de se realizar uma operação ou processo interno com uma empresa parceira de maneira mais eficiente, desde que a empresa contratante (cliente final) saiba exatamente o que quer e que contrate o parceiro certo.


O mercado de outsourcing tem evoluído muito no Brasil. Nos últimos dez anos, as empresas vêm aperfeiçoando a metodologia de contratação dos parceiros. Hoje, elas já são capazes de saber o que realmente precisam e o que podem manter internamente, ou seja, aprenderam a melhor maneira de fazer outsourcing e a medir se o parceiro escolhido está sendo eficaz.


A crise financeira facilitou, indiretamente, a exportação de outsourcing no Brasil. Com o aumento do dólar, o País ganhou maior visibilidade, estando cerca de 40% mais competitivo no atual cenário econômico. O fortalecimento de empresas brasileiras também é um fator importante para a venda de serviços no exterior.


A Tivit tem três divisões distintas de negócios. A primeira delas diz respeito a infraestrutura, gerenciamento de ambientes críticos e tecnologia. A empresa possui dois datacenters um em São Paulo e um no Rio de Janeiro de onde são gerenciados ambientes críticos de tecnologia de bancos e ambientes distribuídos para grandes empresas.


A segunda torre como são definidas as divisões de negócios na Tivit é a de processos de negócios, conhecida como “BPO”. Através desta torre, a empresa realiza o outsourcing de organizações que necessitam de plataformas de atendimento ao consumidor (Call Center) e as plataformas de BackOffice e gestão de documentos.


A terceira torre engloba os sistemas aplicativos. Consiste no desenvolvimento, suporte e manutenção dos sistemas empresariais. A Tivit possui duas filiais da terceira torre: uma nos Estados Unidos e outra na França. A partir desses escritórios, a empresa exporta serviços para os Estados Unidos, que corresponde a 75% do mercado, e toda Europa, responsável pelos 25% restantes, contabilizando o total de 14 países.


Apesar de representar uma pequena parcela do faturamento da empresa cerca de 1% apenas , o mercado de outsourcing tem tido uma procura maior. As razões estão relacionadas ao fato das empresas estarem querendo expandir as suas opções de parceiros, já que elas sempre focaram mais na Índia que responde hoje por 80% do mercado de outsourcing.


Neste sentido, o Brasil se apresenta em condições de atender a essa nova demanda, uma vez que apresenta boa infraestrutura, grande afinidade cultural, fuso-horário compatível e empresas aptas a capturar esse nicho de mercado.


Toda crise gera oportunidades. Na medida em que os clientes começam a se preocupar com custos eles não procuram apenas meios para reduzi-los, mas também formas de aumentar a produtividade. Com isso, eles começam a olhar para dentro das organizações de modo a perceber quais serviços estão com demanda excessiva e qual o melhor mercado para se investir.


Para a Tivit, a maior “vantagem” da crise foi a concorrência, gerada a partir do momento em que os clientes reviram seus preços e decidiram reduzi-lo, na medida do possível, para continuar prestando determinado serviço. Por outro lado, a empresa também participou de concorrências e teve que diminuir o valor de alguns serviços para continuar a prestá-los. Contudo, a empresa fechou o primeiro trimestre com uma receita acima do orçamento previsto.


O outsourcing brasileiro se difere do indiano por caracterizar-se como parceiro estratégico do cliente. Devido à cultura e ao conhecimento do mercado, a empresa brasileira participa das decisões, do modelo de outsourcing e das melhorias nas operações oferecidas ao cliente.
Ainda não se sabe qual padrão de serviços a demanda mundial vai preferir. Mas certamente eles não serão concorrentes, já que o Brasil não deseja se igualar ao modelo indiano.

 
 
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