1. Segurança interna nas empresas produtoras.
2. Ações das entidades de classe, junto às autoridades governamentais, nos três níveis: federal, estadual e municipal, visando lisura e coerências das finalidades das Instituições Governamentais. As ações do governo não devem ser um contra-exemplo.
3. Estratégias comerciais das empresas produtoras:
3.1. Campanhas promocionais a preços acessíveis ao usuário, e que desestimulam a venda paralela. (vide Capacidade econômica de resposta).
3.2. No caso específico de software, a tecnologia já permite colocar códigos especiais no próprio prduto e, mais importante, há tecnologia disponível que impossibilita a cópia de um CD original.
4. Ação coercitiva/policial nas fontes produtoras de produtos piratas. Nunca no usuário final. Ações sobre o usuário final servem apenas para mascarar as verdadeiras causas da pirataria, como mostramos nos artigos anteriores.
Amedeo Petrocco
(0) Comentario
terça-feira, 5 de maio de 2009 Por Amedeo Petrocco
PIRATARIA: A GRANDE REDE: DO PRODUTOR AO CONSUMIDOR
Pirataria: a grande rede: do produtor ao consumidor
A distribuição dos produtos piratas implica na existência de uma formidável rede de distribuição, que começa no produtor e chega ao consumidor. No produtor, há a participação de funcionários coniventes que participam da rede fornecendo informações sobre novos produtos, características técnicas, códigos de segurança, desenhos, projetos, etc. Cerca de 60% a 70% dos roubos das informações confidenciais numa empresa são realizados por seus funcionários. De modo que a empresas que investem forte em pesquisas e desenvolvimento de novos produtos, devem colocar em seu orçamento investimentos em segurança interna de suas informações estratégicas. A espionagem é parte integrante e vital da guerra concorrencial e é praticada, e linha geral, por todas as empresas. Sob este aspecto, pode-se dizer que as quadrilhas que vivem da prática da pirataria são concorrentes daquelas que criam produtos originais. É a lei da sobrevivência. É a lei do parasitismo.
(0) Comentario
terça-feira, 9 de setembro de 2008 Por Amedeo Petrocco
Há um fundamento em marketing chamado "Capacidade Econômica de Resposta", que trata da capacidade que um potencial consumidor terá em adquirir um produto que se lhes deseja vender. A assincronia entre a capacidade de compra dos consumidores e os preços dos produtos de que necessita, se constitui em campo fértil para a geração da pirataria.
Desta forma, a crescente população à margem do consumo, que não consegue satisfazer suas necessidades, não outro caminho de acesso aos produtos senão através de pirataria, o chamado "mercado negro", e outras formas de se conseguir aquilo de que se necessita mas sem condições de adquiri-lo de forma legal.
Este cenário não se limita ao setor de TI: ele é um processo generalizado em todos os setores da economia, de amplo conhecimento público, e que distorcem os conceitos do que é moral/imoral, legal/ilegal, certo/errado.
Monopólios/oligopólios são exemplos de filosofias empresariais férteis em oportunidades para piratas, assim como para novos produtores.
(2) Comentarios
segunda-feira, 21 de julho de 2008 Por Amedeo Petrocco
Histórico-cultural:
O que conhecemos hoje como “Pirataria” nada mais é do que uma forma particular de uma atividade mais ampla de todos os seres vivos: o Parasitismo. Quem não se lembra das aulas de Biologia/Ciências de nosso colégio? (“parasitismo: s.m. Modo de vida de um ser animal ou vegetal que retira de outrem sua nutrição, sem, entretanto, fazer que este morra.“). Por extensão, parasita é aquele que vive do resultado da produção de outro. Daí pirata, o que enriquece à custa de outrem, entre tantas outras acepções. Quem não se lembra dos piratas dos mares da idade média, ou dos ladrões do deserto que assaltavam as caravanas, objetos de tantos filmes? Podemos também chamar o pirata simplesmente de ladrão, vigarista, embusteiro, malandro, etc.
Na forma como a conhecemos atualmente, a pirataria tem essencialmente fins econômico-financeiros, fugindo à questão da sobrevivência pura e simples.
Nos interessa analisar a existência e razão de ser desta figura na sociedade humana, presente em todas elas, em todos os povos, em todas as épocas: o parasita e o hospedeiro, o produtor e o usuário, o que tem e o que não tem. Qual(is) o(s) fator(es) motivador(es) de sua existência?
Vamos abordar estes temas nada simples na próxima semana.
(1) Comentario
quinta-feira, 10 de julho de 2008 Por Amedeo Petrocco
O objetivo deste blog é o de discutir vários aspectos da indústria de TIC, passado, presente e, dentro do possível, visualisar o futuro. Não tem o propósito de esgotar qualquer assunto, mesmo porque, além de uma pretensão infundada, como seria possível tentar esgotar um tema de uma era que se inicia - a Era do Conhecimento - e que niguém sabe que rumos tomará e quais os efeitos que ela terá sobre nós, humanos? Assim, fica aberta, de forma mais democrática possível, e sempre com espírito construtivo e esclarecedor, a troca de idéias, opiniões, visões. O horizonte é o limite.
Vamos inciar este Miscelânea com o tema: Pirataria. Na próxima semana.