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Blog > Mauricio Ghetler
segunda-feira, 30 de novembro de 2009 Por Mauricio Ghetler
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HÁ ESPAÇO PARA O CARTÃO NACIONAL ?
O que separa o Brasil de constituir bandeiras de cartão brasileiras de abrangência nacional ? Nada. Para meus contemporâneos, lembrem-se do célebre cartão ELO do Bradesco, sucesso incontestável numa época em que poucos eram usuários de cartão ou mesmo elegíveis a receber o crédito rotativo.

Mais recentemente, nesta década, vimos Hipercard, Sorocred, entre outros prosperarem. Que problemas estas empresas tiveram sendo “Valid only in Brazil” ? Nenhum, pelo simples fato de que mais de 99% das transações de cartão dos brasileiros são realizadas no Brasil.

Aliás, tanto estas bandeiras são viáveis que ao chegarem a determinado tamanho são adquiridas por um banco e incorporadas às redes Visa ou Mastercard, atitude que apresenta vantagens extremamente...

Alguns fatores nos permitem vislumbrar a aceleração e a viabilização de diversos “Private Labels” nos próximos anos:

• As empresas que os administram são normalmente enxutas, focadas e sabem operar bem em um nicho regional ou do comércio;
• As novas regras para a indústria de cartões devem incentivar uma maior competição junto a redes de adquirentes, garantindo oportunidade aos novos;
• Novas tecnologias de POSs e a capacidade de montar redes sem fio com grande facilidade, aliado aos baixos preços atuais desta indústria, eliminam uma grande barreira existente até os anos 90, a da infra-estrutura;
• Tecnologias de “Mobile Payment” nas quais o pequeno estabelecimento (ao menos) prescinde de utilizar um POS e nas quais o pagador só necessita um celular;
• A expansão dos horizontes da Câmara Interbancária de Pagamentos e de outros players para o mercado de pagamentos de varejo.

E que reflexo isso terá no mercado de tecnologia ? Teremos grande agitação no mercado de pagamentos na próxima década, várias redes e produtos serão criados, a inovação funcional destes produtos e o surgimento de novas redes será extremamente dependente dos avanços da tecnologia.

Certamente esta será uma área interessante a acompanhar a partir de 2010 !
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sexta-feira, 3 de julho de 2009 Por Mauricio Ghetler
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QUANDO PROCESSOS SERÃO MAIS IMPORTANTES QUE SISTEMAS ?
Tecnologia da Informação nem sempre foi a bola da vez, já houve tempo no qual Organização e Métodos (O&M) dominavam as empresas. Lá pela década de 80, os computadores pessoais (ou micro-computadores) invadiram as empresas e pensou-se que as pessoas que dispusessem de tais ferramentas se organizariam “naturalmente”...

Pois é, isso não ocorreu, mas o mercado avançou para a “era da Informática” e se esqueceu completamente de simples lições do passado. Processos empresariais, que deviam ser otimizados segundo O&M, passaram a ser criados e sistematizados com o auxílio do hardware e do software, que saíram do aquário e agora estavam ao alcance de qualquer, digo, qualquer pessoa.

Proliferaram equipamentos, softwares básicos, softwares aplicativos e recursos de telecomunicações. Fornecedores ficaram felizes e as empresas tiveram uma overdose de tecnologia com pouca (ou nenhuma) organização ou metodologia, para não dizer serventia.

Na década de 90, como já não havia mais como evitar a confusão e a cultura do desperdício de TI, tentaram integrar os cacos, eliminando processos “core” isolados mas já sistematizados e colocando em seu lugar um grande sistema corporativo, normalmente um ERP de griffe que pudesse eliminar as iniciativas isoladas de sisteminhas e de planilhas.

Estes produtos foram enfiados “goela abaixo” com alto custo e esforço, mesmo que em muitos casos destruíssem conhecimento, processos e a identidade da empresa. Muitas destas implantações foram lentas, algumas patinam até hoje.

E quanto à próxima década, vamos para onde ? Não podemos evitar o uso de soluções integradas, isso é certo, mas estas continuarão a deformar a empresa ? Não será possível revermos os processos, otimizá-los e implementar tecnologias que os comportem como são, como por exemplo usando as ferramentas de Business Process Management ?

Ok, mas quem vai pilotar o BPM, alguém aí ainda entende de O&M ???
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sexta-feira, 24 de abril de 2009 Por Mauricio Ghetler
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AUTOMAÇÃO E INTEGRAÇÃO DE CANAIS
Há uns cinco anos, quando eu ainda dirigia as atividades de tecnologia em um banco, me espantava pela grande quantidade de empresas fornecedoras de software aplicativo, seus diferentes estágios de maturidade e as diferentes tecnologias empregadas em sua construção.

Na ocasião, a integração destas plataformas diversas com o objetivo de automatizar o óbvio (por exemplo, a boletagem de operações bancárias), tornava-se uma tarefa hercúlea, que drenava os recursos físicos, humanos e orçamentários de um modo imbecil e previsível.

Pior que isso, trazia consigo um cenário de infraestrutura inadministrável, recheado de armadilhas e de processos desordenados que, na época, chamávamos muito apropriadamente de “virar os pratinhos”.

Os canais eletrônicos eram tratados como “inovações tecnológicas”, cada qual tão independente quanto possível, desprezando-se o bom senso e a boa prática de desenvolvimento, bem como a necessidade do gerenciamento integrado.

Este cenário de “colcha de retalhos” me parecia um problema a ser combatido, e até certo ponto consegui resultados que, apesar de modestos, alavancaram a tecnologia da Instituição, facilitando suas atividades e seu crescimento.

Recentemente, conversei a respeito deste problema com outros colegas da área, e soube que não houve mudança significativa. Espantoso que esta situação persista, será que nem a crise financeira mundial trará mudanças?

É razoável que as áreas de TI persistam em se aborrecer e aborrecer os outros com problemas crônicos de automação e integração de canais sem que nada seja feito? Onde estão os investimentos em TI por parte dos fornecedores de aplicativos, a criatividade e o arrojo do brasileiro?

E os grandes fornecedores de serviços de TI? Preferirão fechar os olhos a esta situação e persistir faturando com projetos isolados que alimentem suas fábricas de software?

Será que os banqueiros, os usuários internos e os clientes das Instituições estão satisfeitos com os serviços prestados por suas áreas de TI? Não será hora de repensarmos o modelo dos sistemas bancários, de diminuirmos seus custos e riscos operacionais de verdade?
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quinta-feira, 20 de novembro de 2008 Por Mauricio Ghetler
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COMO TI PODE AJUDAR EM MOMENTOS DE CRISE
Ninguém mais ousa prever o futuro e em TI não é diferente. O mês de novembro que tradicionalmente é dedicado ao orçamento do próximo ano ou às suas revisões para os mais previdentes, está virando um mês de grande apreensão pois as “metas de despesas e investimentos” para 2009 nunca pareceram tão distantes daquilo que achamos factível.

Sempre existiram cortes e novos projetos em todos os orçamentos anteriores ao atual mas as adaptações necessárias e a incerteza se estas adaptações que estamos realizando bastarão durante o ano nunca foram tão grandes como agora.

A crise financeira já saiu dos bancos e contaminou a sociedade, criando o pior dos medos numa recessão: o medo de reagir e de sair dela.

Contra este medo não há remédio genérico, alguns reagirão do modo certo e sairão da crise, outros reagirão do modo errado e irão piorar seu cenário, outros não reagirão, se esconderão, esperando a maré ruim passar, achando que as coisas se resolvem sozinhas, como quem deixa um relógio quebrado na gaveta e espera que ele se conserte.

Infelizmente nada se resolve sozinho e a crise pode se arrastar... TI não pode se omitir neste momento e manter-se como está, tem de contribuir como pode para o sucesso da corporação enquanto a crise perdurar.

Mudanças serão necessárias e o orçamento é uma das oportunidades para tomarmos iniciativas importantes. Como regra geral, das rúbricas do orçamento, lembre-se de:

- Eliminar custos fixos que não agreguem valor imediato à corporação ou que sejam previstos para uma realidade passada, diferente da atual;
- Realizar apenas os investimentos para a corporação que: (1) tragam novas e claras receitas, (2) diminuam / substituam despesas realizadas, (3) atendam à regulamentação. Lembre-se de evitar investimentos que exijam diminuição da liquidez da corporação, prefira aqueles que podem ser diferidos em um prazo mínimo de 24 meses;
- Renegociar contratos, principalmente os perenes, visando reduções de sua utilização, eliminação de franquias e diminuição de tarifas;
- Considerar que TI tem uma equipe única: se forem necessários cortes, não diferencie funcionários de terceiros, todos são pessoas, tem famílias e sofrem com um afastamento, baseie-se no mérito de cada um e no que cada um pode fazer para melhorar o status atual da corporação;

Sei que todos já devíamos saber disso, mas será que praticamos o que sabemos? O momento é de reação, faça a sua parte.

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Ivan Mendes: Você acha que as pessoas realmente têm conhecimento de como TI pode buscar soluções eficazes e criativas para superar a crise? Alguns empresários estão diminuindo os investimentos em certos setores, como é o caso da comunicação interna, pois não veem como estratégico. É a primeira crise que atravesso depois de minha profissionalização. Não acredito que os investimentos irão acabar, mas diminuir em setores que alguns empresários ainda não vêem como estratégicos, como é o caso da comunicação interna. A crise é uma prova de fogo para a nossa argumentação enquanto profissionais.



terça-feira, 14 de outubro de 2008 Por Mauricio Ghetler
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O RISCO DOS GRANDES
Em minha carreira frequentemente ouvi de outros colegas que havia risco elevado em negociar, contratar ou mesmo trabalhar para empresas pequenas, principalmente na área de TI. A argumentação era sempre a mesma: os pequenos tem dificuldade de se estabelecer, tem problemas de governança, às vezes são até empresas familiares, tem problemas de crédito operando com limitado capital próprio, podem quebrar e te deixar na mão. Em resumo, negócios com pequenas empresas sempre embutiam grande risco.

Como trabalhei em empresas de todos os portes, nacionais e multi-nacionais, conhecendo os dois lados da moeda, sempre discordei de tais argumentos por ver que na prática as coisas não são o que parecem ser. Assim mesmo, em diversas ocasiões tive de deprezar negócios promissores com pequenas empresas para não “trazer risco” para dentro de casa.

Logo no início desta década tivemos sinais de que “grande” não é sinônimo de “baixo risco” e sim o contrário. Quem não se lembra da Enron ou da Wordcom ? Aliás, quem diria que empresas como Fannie Mae, Freddie Mac, AIG, Lehman Brothers, Washington Mutual, Merrill Lynch, Wachovia, Lloyds TSB, RBS, HBOS, Barclays, Hypo, entre outras, precisariam “passar o pires” ou mesmo fechar as portas de vez, causando uma grande desgraça financeira ao mundo inteiro ? Parece brincadeira mas nem o Fortis NV permaneceu forte durante a crise...

Como lições para todos nós, ficam as seguintes:

- Grandes empresas são governadas por executivos que só pensam em como aumentar seus bônus, os acionistas pouco podem fazer para evitar a má governança, se iludem com bons dividendos e belos relatórios da auditoria. Se você tenta falar com o dono (como faria numa pequena empresa) descobrirá que ele não existe e que para a maioria dos problemas não há perspectiva de solução.
- Grandes empresas não tem problemas de crédito, por isso mesmo se endividam e se alavancam pelo simples fato de isso ser possível, sem um reflexo obrigatório em maiores lucros. Na maioria dos casos, as pequenas empresas não conseguem fazer o mesmo e tem de dar o “passo conforme a perna”.
- Quando uma grande empresa quebra, leva junto todas aquelas que gravitam em torno dela, dezenas de milhares de pessoas vão para a rua e o mercado fica contaminado. Quando um pequena empresa quebra, ela não traz transtorno relevante, se for fornecedora basta procurar outra, se for cliente, não haveremos de estar concentrados nela. Além disso, seus funcionários, seu ativos e passivos são rapidamente “metabolizados” pelo mercado.

Precisamos valorizar as pequenas empresas como parceiras: trabalhar com elas é mitigar riscos. É um momento de reflexão e de mudança de atitude corporativa.
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Matias Amorim : Não tem porque ainda ter esse receio em investir nas pequenas empresas. Elas já estão se preocupando em inovar, já trabalham com países do exterior. Com isso, já estão internacionalizadas, muitas têm atendimento em outras línguas. E a internacionalização facilita a expansão das empresas. As pequenas empresas estão ganhando mais importância no mercado. E os números comprovam isto: as micro e pequenas já são a metade das empresas que vendem para o exterior. Apenas no quesito valor que os números não são tão favoráveis.



quarta-feira, 10 de setembro de 2008 Por Mauricio Ghetler
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TAPETÃO OU INOVAÇÃO ?
Quando comecei minha carreira em TI, lembro-me do posicionamento inovador e agressivo da IBM, que passava como um trator por todas as outras empresas, deixando muita gente irritada na década de 60 e 70, razão que lhe rendeu um belo processo anti-truste e muito lhe atrapalhou os negócios.

Assim mesmo, onde estão aqueles que moveram o processo ? Quem lembra deles ? Ficou a IBM, firme e forte ainda nos dias de hoje. Outras empresas nasceram e nem se importaram com a predominância da IBM, apostaram em seu modelo de negócios, suas inovações e sua própria agressividade, ganhando terreno e crescendo a despeito de tudo. Um caso impressionante nascido na década de 70 e que avançou vigorosamente nas décadas de 80 e 90 foi a Microsoft, apostando em software para micros, quem diria que isso daria dinheiro ?

Pois é, deu dinheiro e muito. Na década de 90 vi um filme parecido. Todos se sentiram prejudicados, unindo-se no combate à Microsoft, talvez este caso esteja mais fresco na memória de todos.

Dezenas de médias e grandes empresas, sentiram-se prejudicadas e, ao invés de inovar, também foram ao famoso "tapetão", tentando destruir a Microsoft a partir de um processo anti-truste. Pois é, a Microsoft também está aí, firme e forte. Alguém lembra da Netscape ? O que estarão fazendo eles agora ?

Nesta semana li a notícia "Google pode ser alvo de ação antitruste". Enquanto outros processavam a Microsoft, a Google foi em frente sem dar a mínima, apostando em si mesma e não contra o líder, razão pela qual ela virou lider, para não dizer vidraça.

Será que os empresários de hoje perderão o tempo de todos para tentar deter a onda do momento ou aprenderam, ENFIM, que somente a inovação e a agressividade nos negócios podem torná-los vencedores ?
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Rodolfo Garcia : Quebrar paradigmas é a expressão da vez. É com esta finalidade que, nas universidades, as pessoas aprendem como as coisas são e como funcionam, na teoria. Sem tirar a importância da prática, lógico. Mas, muitas vezes, ela é apenas a repetição, a mesmice. E a globalização e o mercado atual demandam profissionais que saibam pensar como melhorar suas empresas, como modificar algo para dar mais certo, como pensar em novas soluções para problemas que se repetem ao longo de anos, como acompanhar as mudanças de mercado e de mentalidade das pessoas.



segunda-feira, 16 de junho de 2008 Por Mauricio Ghetler
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WIMAX – ANTES TARDE DE QUE MAIS TARDE
Recebi com entusiasmo a notícia no início deste mês que a Embratel lançará serviços com a tecnologia Wimax em São Paulo, além de outras cidades brasileiras.

Para quem não se lembra, o Wimax, guardadas as enormes diferenças tecnológicas, é o Wi-Fi que vai longe, sendo capaz de cobrir com banda larga sem fio (ou 4G), uma metrópole, ao invés de um simples andar de edifício.

Alguns podem estar pensando: mas para que precisamos disso se já temos uma verdadeira overdose de telecomunicações, com fios telefônicos, cabos coaxiais, pares trançados, fibras e, mesmo no mundo sem fio, o Wi-Fi, o GPRS, o EDGE, o 3G, sem contar outros padrões ora em desuso.

A resposta é simples, o Wimax une o útil ao abrangente e ao econômico. Explico: traz a banda larga sem fio, com um longo alcance somado a um baixo custo de instalação e manutenção.

O Wimax é tão bom que adiaram o que foi possível, evitando até que houvesse conclusão do edital de licitação da Anatel sobre o tema (faixas de 3,5 e 10,5Ghz), ele foi revogado ao final do mês passado.

Concluiu-se uma estratégia de sucesso que visou atrasar a entrada do padrão no Brasil e, deste modo, que houvesse concorrência aos modelos de comunicação vigente, cuja manutenção é cara e que se obsoletariam rapidamente, atrapalhando a vida de muitos players do mercado de telecom.

Pessoalmente, parabéns à Embratel, vamos ver se cumprem o prometido e, por outro lado, vamos nos atualizar em termos de chipsets para podermos usar Wimax em Notebooks, UMPCs, PDAs ou mesmo celulares, por que não ?
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Sarah Steinitz: O subtítulo deste texto é perfeito: "antes tarde do que mais tarde", já que o "nunca" é inaplicável. Migrar para o Wimax faz parte da evolução, e quanto mais adiado for o feito, mais nos atrasaremos. Se a promessa foi feita, é porque existem recursos suficientes para tal; então porque tanta demora? Pois é. Não podemos nos esquecer de que, de certa forma, tudo se trata de negócios. Mas como acelerar esse processo inevitável? E, mais importante ainda, acelerá-lo não causaria problemas?

Rodrigo Albuquerque Valença: Ghether, que notícia ótima! A tecnologia nos surpreende a cada dia. Mas o problema são nossos notebooks, UMPCs , PDAs ,celulares que não são compatíveis com a nova tecnologia. Uma economia poderia ser obtida com essa novidade, mas em contrapartida teremos que comprar novos ou adequar os nossos aparelhos. Poderia ser uma economia em longo prazo e uma forma de estar atualizado.



segunda-feira, 5 de maio de 2008 Por Mauricio Ghetler
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LIÇÕES DO JAPÃO
Estive durante o mês de abril em uma missão empresarial promovida pela FIESP e por outras entidades brasileiras ao país do sol nascente e tenho de admitir, temos muito a aprender com o Japão, país que tem apenas 4,5% da área do Brasil mas ao mesmo tempo 68% de nossa população e um PIB que é 150% superior ao nosso.

Não sei se é porque eles acordam mais cedo devido ao sol nascente, se é porque respeitam e aprendem com os mais velhos, acumulando conhecimento, se é porque trabalham em demasia e com atenção ou se simplesmente tem humildade e boa educação, sei que o país impressiona pela pujança econômica, pela qualidade de vida, pelo avanço tecnológico e pelo padrão de vida que conseguiu dar a seus habitantes.

Lá consegui ver idéias simples mas bem executadas, por exemplo o seu mobile payment, que deu certo pelo simples pragmatismo e convergência do mercado (NFC). Também vi um padrão de eficiência e qualidade de serviços na Internet que dá inveja e uma seriedade nas empresas de tecnologia que nos faz refletir sobre modelos de gestão de nossas equipes internas ou terceirizadas.

O país não é inovador como se imagina mas sabe aplicar muito bem as inovações, na prática. Não conheci “pessoas brilhantes” por lá, conheci “grupos brilhantes”. Aconselho viagem similar a todos os colegas que puderem fazer o mesmo, é um aprendizado importante.

Vamos parar de nos "auto-elogiar" e com humildade, aprender um pouco com este e outros exemplos de sucesso, o Brasil só tem a ganhar com isso.
(2) Comentarios
Lívia: Sou fã do Japão por inúmeras razões e gostei muito de seu artigo. Os japoneses indubitavelmente tem uma capacidade muito bacana de aplicar sua tecnologia para que ela sirva melhor a população. Gostaria muito de fazer uma visita a esse país, que conseguiu dar a volta por cima em situações bem adversas, e é um exemplo a ser seguido.

Ricardo: Apesar de nunca ter estado na terra do sol nascente, acredito que o sucesso deste país no cenário mundial está baseado, na minha humilde opinião, em 3 fatores: PERSEVERANÇA, TRABALHO EM EQUIPE E FOCO NOS NEGÓCIOS. Juntar estes 3 fatores numa equipe ou numa organização não é tarefa das mais fáceis. Nós brasileiros, podemos até ter individualmente o fator perseveranca e foco, mas o trabalho em equipe ainda está longe de ser uma realidade nas nossas empresas.



sexta-feira, 28 de março de 2008 Por Mauricio Ghetler
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QUALIDADE DE SERVIÇOS
Nesta semana, com a entrada do Banco Asteca no Brasil, ouvi desconcertado mais uma afirmação do governo na qual o sistema financeiro nacional é posicionado como perdulário, ostentando sua riqueza através de agências desnecessariamente sofisticadas, cobrando tarifas exageradas e fugindo da competição.

O governo no Brasil sempre se esquece que é um mero prestador de serviços da população, tal qual o sistema financeiro. Alías, é um péssimo prestador de serviços sob qualquer ponto de vista.

É sempre bom comparar algums parâmetros quando ouvimos esta ladainha absurda, repetitiva e até um certo ponto ofensiva ao bom senso:

> Os bancos cobram tarifas e prestam serviços de qualidade, o governo cobra impostos e o pouco serviço que presta é de péssima qualidade, quem duvidar desta que se arrisque e vá ao Rio sem passar repelente de insetos, aguarde depois o atendimento...

> Se um banco cobra tarifas exageradas perde mercado ou mesmo ouve ameaças do governo ou do Procon, se o governo cobra impostos exagerados, quem pode fazer algo a respeito ? Alguém já tentou ir ao Procon e ter seu imposto de volta ?

> Quando um banco falha em seu padrão de serviços, por exemplo, alguém esperando na fila por mais de 30 minutos, toma multa e também perde clientes. Quando o governo deixa uma pessoa morrer numa fila de hospital, não por atrazo de 30 minutos mas talvez 30 horas ou 30 dias, foi uma fatalidade !

> Quando não gostamos de um banco, mudamos para outro no momento que quisermos. Quando não gostamos do governo, temos a opção de votar a cada 4 anos, incrível que não consigamos ter nosso voto respeitado mesmo assim: não basta votar noutro candidato, ele tem de vencer.

> Quando há problemas de segurança num banco, eles são sanados, custe o que custar em termos de procedimentos, tecnologia, tentando sempre preservar o cliente. Quando há problemas de segurança no país, cada um põe a culpa no outro, reclama de mazelas antigas e nada é feito. Ao contrário do crime, o governo não é organizado.

> Quando um banco faz sua agência, faz com capital próprio, seja ela simples (loja de crédito) seja ela refinada. O típico banco brasileiro atende a todas as camadas da população não somente ricos ou classe média, atende também aos pobres, sem demagogia nisso. Quando o governo faz uma obra é bem provável que não use capital próprio (pede aos bancos), não entrega a obra, o dinheiro some e o serviço a ser prestado muitas vezes sequer é iniciado.

> Quando há fraude num banco, ele é fechado, quem não acredita que veja o histórico de cadáveres junto ao BCB. Mesmo gestores inocentes são punidos pelo simples fato de terem sido estatutários, ficando sem opções de exercer sua profissão por muitos anos. Quando há fraude num governo ouvimos todo o tipo de desculpa: no outro governo era pior, isso é culpa da imprensa marrom, é a inveja das aves de mau agouro, etc. Ao final, voltamos à pizaria e nada acontece devido à morosidade e ao foro privilegiado.

Na minha humilde opinião, o governo deveria calçar as “sandálias da humildade”, fazer o serviço que lhe compete e parar de jogar a culpa dos males da sociedade em entidades privadas que somente contribuem com o desenvolvimento do Brasil. Isso vale para os Bancos, para a Vale e para todas as grandes, médias e pequenas empresas, bem como seus funcionários, que suam a camisa todo dia para produzir riqueza em nosso país.

Triste é o país que combate a produção da riqueza, precisamos combater a produção da pobreza ! Benvindo Banco Asteca ! Boa sorte na competição com os bancos brasileiros.
(3) Comentarios
Paulo Amorim: É inegável que, como prestador de serviços, o Governo brasileiro não funciona como deveria. Vide as filas nos hospitais públicos, as escolas sem professores, as fraudes absurdas que permeiam todos os escalões do governo etc. Mas não podemos também admitir que as instituições financeiras posem de santos: as burocracias, multas, juros e encargos são de arrepiar.

Mauricio Ghetler: Caro Paulo Amorim, não vejo bancos como santos, longe disso, nem o Banco Santos foi santo. O fato é que imaginar grandes mudanças em função da entrada do Banco Asteca é primário e demagógico. O governo tem muito a fazer e pouco a falar, precisa mudar de postura perante a sociedade ou, a sociedade deve mesmo ir ao Procon reclamar, tendo seus impostos ressarcidos com todo usuário de serviços...
Eric Barreto: Mesmo em tom de desabafo, seu comentário é bastante sensato e, infelizmente, verdadeiro.O pior é que não vejo nada acenando que a qualidade dos serviços públicos vai melhorar ou que esta conta vai ficar mais barata. Muito pelo contrário!Quanto ao Banco Asteca, se ele não contribuir significativamente na competição com outros bancos, no mínimo vai criar empregos em uma região bastante carente do país.

Mauricio Ghetler: Não vejo bancos como santos, aliás, nem o Banco Santos foi santo. O fato é que imaginar grandes mudanças em função da entrada do Banco Asteca é primário e demagógico. O governo tem muito a fazer e pouco a falar, precisa mudar de postura perante a sociedade ou, a sociedade deve mesmo ir ao Procon reclamar, tendo seus impostos ressarcidos...



terça-feira, 11 de março de 2008 Por Mauricio Ghetler
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PORQUE ALGUMAS TECNOLOGIAS ÚTEI NÃO DECOLAM ?
Noutro dia li a seguinte notícia “Prorrogada a inscrição para curso de agentes de registro” e me lembrei dos esforços continuados da Febraban e de alguns obstinados colegas de mercado para que houvesse a disseminação do uso de certificados digitais no Brasil, o famoso e-CPF.

Acho que em 2008 ninguém tem dúvida sobre a utilidade prática de um certificado digital nas relações eletrônicas, principalmente para garantir segurança e autoria nas transações bancárias, para o tratamento de questões fiscais com a receita federal, para a emissão de notas fiscais eletrônicas ou mesmo para negócios de vulto no comércio eletrônico.

Assim mesmo, assistimos o desinteresse total de boa parte da sociedade sobre o tema, tão importante no mundo das relações eletrônicas. Alguém por acaso conhece em seu bairro (ou cidade) onde pode encontrar um “agente de registro” ou uma AR ?

Se acha esta pergunta fácil, tente responder onde podemos comprar, por exemplo, um leitor de Smart Card USB capaz de interagir com um certificado ICP-Brasil em Cartão ?

Não adianta chutar “na Santa Ifigênia tem” pois lá somente serão achados leitores de SD Card, Mini-SD, entre outras baboseiras do gênero, aliás, lá não fazem a mínima idéia do que seja um leitor de Smart Card...

O que ocorre com a indústria nacional ? Não vê a oportunidade ou ela não existe mesmo ? A quem devemos chamar quando o assunto for certificação digital, o ITI ?
(2) Comentarios
Arthur: Realmente, me faço a mesma pergunta. Porque essa reação tão morna com novas tecnologias que só trarão adiantos para a sociedade? o mundo está se digitalizando, e se a industria nacional ficar parada, ficaremos pra trás frente aos outros países, que não param de crescer em tecnologia. Não adianta ter as ferramentas, se elas não estão acessíveis, ou mesmo gerando interesse em quem deveria.

Gerson Rolim: Prezado colega de Blog,

Parabéns pela exploração de tema tão relevante e atualmente pujante em nosso país, que me estimulou a também escrever um artigo sobre o tema.

Gerson Rolim - Blog de Comércio Eletrônico





segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008 Por Mauricio Ghetler
Comentario (1)
TECNOLOGIA E NEGÓCIOS
Em 2007 assistimos muitas mudanças no cenário de tecnologia da informação, a maioria delas afetando fortemente seu maior player, Estados Unidos. Vimos a Apple monstrar que o Marketing ainda predomina em nosso mercado, dane-se todo o resto.

Para a maioria, ela passou a imagem de inventora do Smartphone e de que é politicamente correta, mesmo quando cria uma plataforma fechada, impede seus usuários de instalar softwares de terceiros, de trocar de operadora ou mesmo de acessar 3G...

Vimos a China se consolidar como maior fornecedor mundial de produtos e a Índia se consolidar como maior fornecedor mundial de serviços em TIC (ver o Relatório da Economia da Informação 2007-2008, publicado pela Unctad - Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento).

Interesante observar que nem China nem India são polos de criatividade, de geração de patentes ou de qualidade de vida, tampouco enviam grandes volumes de royaltes a países detentores de patentes... E o Brasil, o famoso “B do BRIC” ? Nada por enquanto... Será que ainda estamos planejando para ser o país do futuro ?

Outro ponto importante em 2007 foi a continuidade do movimento de consolidação de empresas de tecnologia, foram muitas as fusões e aquisições que ocorreram. Será que trouxeram melhores empresas, produtos ou serviços ? Será que os usuários estão mais contentes ? Será que os preços de produtos e serviços cairam ?

Será que TI evoluiu em 2007 ? Melhorou para quem ?
Mauricio Ghetler
(1) Comentario
Marcus: muito oportuno seu artigo, pois muito se fala sobre arquiteturas abertas, p/ hardware e software, mas há na realidade uma espécie de protecionismo das grandes corporações, e que só aparentemente defendem o livre mercado, quando lhes é conveniente. acho que a discussão sobre a posição do brasil em relação aos demais fornecedores de TI (como india e china) deveriam passar por outro angulo de discussão, como investimento maciço em educação, por exemplo. creio que os empresários do setor deveriam pressionar o governo p/ que invista mais e melhor em educação, se não quisermos perder mercado p/ países como índia e china.



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