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Blog > Gabriel Marão
domingo, 11 de julho de 2010 Por Gabriel Marão
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COMO SE PREPARAR PARA AS INOVAÇÕES:- A INTERNET DAS COISAS
(Este é o texto completo de minha coluna da edição de julho da revista, que foi condensado por questão de espaço)


As considerações, em minhas colunas anteriores, sobre a qualidade do software brasileiro (e os esforços necessários para que sejam exportados) têm gerado alguns comentários. Um dos mais interessantes veio do Mansur . Vice Presidente da Sucesu. Ele insiste que, quando uma empresa pretende exportar, deve ter uma resposta pronta para a pergunta:
"Qual garantia a minha empresa oferece para o cliente de que ela vai cumprir o prazo e o custo prometido ?"
Este certamente é um tema para o qual devemos voltar em nossos debates e voltaremos a ele oportunamente.
Mas, no momento, surge um outro assunto, cuja discussão é importante: precisamos acompanhar as inovações tecnológicas que estão ocorrendo no mundo, se queremos produzir e exportar softwares de qualidade. As empresas brasileiras têm que se envolver e conhecer as grandes linhas de evolução tecnológica, para que seus produtos sejam sempre atuais nos principais mercados do mundo (e não nos esqueçamos que o Brasil é um destes mercados principais).
Mas como isto pode ser feito se não temos acesso ao que se passa nos grandes laboratórios do mundo? O exemplo que passo a narrar, descrito para mim pelo professor José Roberto Amazonas, mostra uma forma concreta para que esse objetivo seja alcançado..
Há muito tempo se fala do conceito de Internet das Coisas - Internet of Things, IOT - como sendo parte do nosso futuro tecnológico. E daí, como fazemos para saber do que se trata? Podemos procurar algumas definições e estudá-las, como as que o professor Amazonas usou:
“IoT pode ser vista como uma rede de objetos fisicamente conectados, em que nós de processamento embutidos provêm meios para uma funcionalidade em rede e de comunicações que se parecem com aqueles da Internet.
O conceito original da IoT, introduzido pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), utiliza o código eletrônico de produto (em inglês, Electronic Product Code - EPC) como um meio de identificação de objeto. O conceito assegura que o número único especificado pelo EPC( contido dentro de um portador de dados RFID conectado ao objet) poderia ser identificado por leitores ou interrogadores adequados, por meio de um serviço de nomeação de objetos (Object Naming Service – ONS, direcionado como um ponteiro para a informação armazenada em algum outro lugar.
O mesmo princípio se relaciona ao uso de portadores de dados em aplicações ‘licence-plate’ (‘placa de carro’). A única diferença é que os dados ou informações são armazenados localmente em vez de ocupar uma estrutura central de serviço.
Ao se considerar aplicações e serviços no âmbito da IoT é importante distinguir soluções que claramente dependem de uma funcionalidade do tipo Internet como distintas de soluções localizadas que exploram capacidades convencionais de processamento e controle. Dada a natureza do espaço de objetos e a disseminação evolucionária da capacidade de processamento embutida através do mundo físico, oportunidades podem ser vistas para aplicações que se estendem de serviços ao nível pessoal, doméstico, corporativo público,urbano,regional, ambiental até aos serviços e aplicações continentais e internacionais.
Usando essa tecnologia, aplicações podem ser consideradas para uma ampla faixa de setores comerciais e industriais que exploram tanto estruturas de intranet como a Internet, incluindo manufatura e produção, Logística de cadeia de suprimentos, Varejo, Healthcare e produtos para Bancos e Seguradoras.
Bem e como essas definições ajudam a sua empresa a desenvolver produtos que utilizem estas capacidades? Como saber o que se passa no mundo em relação a estes produtos? A União Européia também teve estas dúvidas. Eles acreditam que este é o caminho das futuras aplicações de softwares aplicativos nas mais diferentes áreas de atividades.
O professor Amazonas conta que a Comunidade Européia está trabalhando da seguinte maneira:

A IoT é um conceito que recebe considerável e significativo suporte dentro da Comissão Européia (EC) com respeito a desenvolvimentos estratégicos para a Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e a Sociedade da Informação. A IoT é o foco do Cluster of European Research Projects on the Internet of Things (CERP-IoT) e sua missão é preparar uma agenda de pesquisa estratégica (CERP-IoT Research Roadmap) especifcamente direcionada à IoT. A EC também financia o projeto Real World Internet (RWI). As visões de ambos os projetos foram consideradas nas descobertas e recomendações do projeto CASAGRAS, também financiado pela EC no biênio 2008-2009.
Amazonas participa pessoalmente de um projeto, o CASAGRAS, que tem como missão mapear tudo o que está ocorrendo no mundo em termos de IOT. Ele descreve assim o projeto em que participa:

A visão do CASAGRAS identifica um modelo completamente inclusivo para a IoT e procura prover tanto um framework quanto uma trajetória de migração para tornar realidade tal modelo. Dentro desse framework, RFID e outras tecnologias de ‘borda’ para identificação automática e captura de dados (AIDC), e tecnologias associadas de sensoreamento, comunicação, localização e segurança são reconhecidas nas arquiteturas para interfaceamento com o mundo físico. Outros aspectos do modelo inclusivo abordam tópicos como escalabilidade, confiabilidade, segurança, integridade do sistema, autonomia e proteção contra ataques de rede e de sistema, tópicos como privacidade de dados pessoais e, certamente, governança.

Para quem quiser saber mais sobre o projeto http:/www.iot.eu.com e o e-mail do prof. Amazonas é jra@lcs.poli.usp.br . Vamos participar também deste tipo de projeto? Como Amazonas nos conta em seus comentários finais, o objetivo do projeto CASAGRAS é o de estabelecer bases´para a cooperação internacional em IOT:

Os requisitos para cooperação internacional começam a ser implementados pelo novo projeto CASAGRAS2. Trata-se de um novo projeto financiado pela EC que teve sua reunião de lançamento em junho na Espanha. Este projeto amplia o número de participantes não-europeus incluindo BRASIL, Malásia, Índia, Estados Unidos, Japão, China, Coréia do Sul. A participação brasileira está sob a responsabilidade da Universidade de São Paulo. Durante os próximos dois anos, os participantes do consórcio vão discutir aspectos de arquitetura, tecnologias de identificação e captura de dados, padronização, governança, desenvolvimento de aplicações sob o paradigma da cooperação internacional. Além disso, vai-se desenvolver um programa de treinamento acadêmico e industrial em IoT, a ser materializado por meio de seminários, workshops e a publicação de dois livros.

É missão do CASAGRAS2 coletar informações em cada país dos principais stakeholders e interessados. O projeto está portanto aberto a todos que queiram se envolver em IoT. É uma oportunidade para o país.



Gabriel Antonio Marão
gmarao@perception.com.br
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segunda-feira, 9 de novembro de 2009 Por Gabriel Marão
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A NECESSIDADE DA INOVAÇÃO PARA O FUTURO DOS PAÍSES


A necessidade da inovação para o futuro dos países

Li, alguns dias atrás, um artigo na Business Week (publicado também no jornal Valor em 6 de novembro), um artigo com título bastante sugestivo: "Falta de inovação ameaça frear a China".
Este artigo, assinado por Dexter Roberts e Pete Engardio, defende a tese que o modelo econômico que conduziu o crescimento da China até agora não será capaz de manter este ritmo no futuro. De acordo com eles, já é possível ver sinais disso no grande número de fábricas fechadas no distrito de Changping, na cidade de Dongguan. Segundo eles, os dados do crescimento da provincia de Guangdong onde fica Dongguan ocorrem por causa dos enormes gastos do governo com obras públicas.
Um outro artigo, preparado pelo Deutsche Bank Research, também discute a inovação, e com título também sugestivo: Your country needs innovative minds! A tese principal do trabalho é que a Alemanha precisa de um planejamento específico para garantir que a inovação alemã continue forte. Para supresa minha, um dos pontos levantados é que eles precisam aumentar a porcentagem de estudantes universitários, mesmo reconhecendo que a inovação não advem do grau de escolaridade.
Em vista destas leituras, fiquei refletindo se os nossos Bancos não deveriam ter também esta preocupação de maneira mais clara e mais ordenada.
Embora os bancos brasileiros e a Febraban tenham esta preocupação de maneira explicita, a sensação é que no começo da informatização dos bancos e depois na era da automação bancária esta era uma prioridade maior do que é hoje.
Os bancos continuam contratando nas melhores universidades e proporcionando treinamento aos seus funcionários. A Febraban, através do CIAB, tem prestigiado empresas com soluções inovadoras. Como membro do comitê de organização do Espaço Inovação da CIAB 2010 sou testemunha que a prioridade continua grande e já estamos trabalhando no processo de divulgação da iniciativa e nos critérios de seleção das melhores idéias.
Mas será que isto só é suficiente? Com a preocupação sobre a inovação estando no nível dos governos nos outros países, não seria melhor que houvesse um programa nacional envolvendo as áreas de Ciencia e Tecnologia do governo Federal e dos governos estaduais que ajudasse os bancos no Brasil a continuarem sendo cotados entre os melhores do mundo?
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sábado, 17 de outubro de 2009 Por Gabriel Marão
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A PRIORIDADE DOS BANCOS INTERNACIONAIS AINDA É OBTER E RETER CLIENTES

As grandes prioridades dos bancos continuarão a ser, em 2010, juntamente com a redução de custos, a obtenção e a retenção de clientes. Essa é a conclusão dos dados levantados pelos analistas do FINANCIAL INSIGHTS, que obtive no evento do IDC “FINANCIAL TECHNOLOGY INSIGHTS”, de que participei novamente neste ano.

Será que estas prioridades são apenas para os bancos internacionais pesquisados por eles? Ou será que valem para o Brasil também?

Até agora, temos pensado nas inovações tecnólogicas basicamente para reduzir custos e para alguns exercicios de “demagocia tecnológica”, como o de cumprimentar o cliente no dia do aniversário com uma mensagem on line ou um e-mail anônimo (mesmo que venha assinado).

Será que isso retém um cliente?

Pela minha experiência pessoal e de muitos de meus amigos e conhecidos, não me parece que isto funcione para agradar um cliente. Ao contrário, o que tenho ouvido é que esta “demagogia” irrita e incomoda. Pois quando por qualquer razão precisamos dos serviços do Banco nada do que se propagandeia é levado em conta.

Anos de conta no banco? Não vale nada. Sempre manteve saldos positivos? E daí?

Seria positivo que as áreas de tecnologia inovassem definindo para valer o que caracteriza um bom cliente. Um bom cliente é aquele que não utiliza nunca linhas de crédito e faz aplicações? Ou será o contrário, o bom cliente é aquele que paga juros sobre empréstimos?

Será que não está na hora de se passar a realmente valorizar o cliente e dar acesso a ele a quem pode decidir? Todos o que tiveram a infeliz oportunidade de querer falar com algum dos nossos bancos para alguma reclamação contam o mesmo tipo de estória. As variações são pequenas de uma organizes para outra.

“O meu gerente não tem a menor idéia de quem sou.”

“O call center só me enrola.”

“Ouvidorias, serviços de atendimento on line, só existem para reduzir custos e cumprir formalidades, ninguém quer mesmo ouvir o cliente” .

Os comentários vão por aí afora. E o que poderia ser feito para realmente transformar o gerente na pessoa com quem o cliente pode falar e ser atendido? Como usar a tecnologia e inovar e provocar uma revolução no atendimento ao cliente?

O evento Financial Technology Insights, este ano foi em Boston. O número de empresas brasileiras lá presentes aumentou de 3 no ano passado para 10. Embora com um número não muito grande de executivos financeiros, já pudemos perceber a volta de alguns grandes bancos. Percebemos também e o interesse deles nas empresas brasileiras que estavam bem estruturadas para mostrar os seus produtos.

Com mais negócios, quem sabe os bancos não dediquem mais tempo para o atendimento aos clientes?
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sábado, 5 de setembro de 2009 Por Gabriel Marão
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INOVAÇÕES SÃO RELATIVAS AO AMBIENTE CULTURAL?


Há três semanas estive em um evento onde foi apresentado um panorama dos investimentos em TI do mercado financeiro mundial. Durante a apresentação fiquei pensando: o mundo está mesmo tão globalizado assim? Uma pesquisa nos principais mercados mundiais consegue traçar as tendências de investimentos que sirvam para nós aqui no Brasil?
Fiquei refletindo se um mercado financeiro como o Brasileiro com uma cultura de automação e colaboração entre os bancos (sem falar em um Banco Central como o nosso), não teria outras prioridades de investimentos do que o mercado global. Por exemplo, estamos nas vésperas da implantação do DDA (Débito Direto Autorizado) que é, na minha opinião, um exemplo de que temos características únicas. Os Bancos brasileiros por meio da CIP e em colaboração com o Banco Central do Brasil estão desenvolvendo uma inovação que poucos países teriam condições de colocar em prática. É uma evolução de um sistema de cobrança que já é único no mundo. E que também foi desenvolvido pela colaboração entre os bancos através da Febraban. A criação do Boleto padronizado há mais de 30 anos e o seu uso de maneira geral pelos bancos e pela população é que permitiu que se sonhasse este próximo passo.
Na semana seguinte a este evento, tive a oportunidade de participar de uma reunião com duas pessoas da Síria que vieram conhecer o sistema bancário e de bolsa de valores do Brasil. Vieram em missão oficial para tomar conhecimento do que temos e do que poderiam aproveitar para acelerar a implantação de sistemas que permitam implantar políticas no Banco Central e na Bolsa de Valores daquele país.
Durante essa reunião fiquei também refletindo se, para eles, a inovação não seria algo que para nós não é mais novo. Algo que já é comum aqui poderia ser revolucionário para eles.
Para mim a conclusão é a de que o que é realmente inovador é o que muda o ambiente cultural e social de uma comunidade ou de um país.
Qual a opinião de vocês?
Existe uma inovação que possa ser chamada com esse nome se não trouxer mudanças na sociedade?
Essas inovações introduzidas pela Febraban e o BCB, em minha opinião, podem ser chamadas de inovação, pois mudam a maneira de trabalhar da sociedade.
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segunda-feira, 27 de abril de 2009 Por Gabriel Marão
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ALGUNS PENSAMENTOS SOBRE O QUE É NOVIDADE E O QUE É INOVAÇÃO
A Compensação utilizando imagem é inovação ou não?
A implantação de algo novo sempre traz a pergunta a respeito se aquilo é uma Inovação .
O que é mesmo a inovação? É ter a idéia brilhante e criativa e ficar na idéia?
Ou é trabalhar duro e com coragem e conseguir implantar aquela idéia, mesmo depois de muitos anos da idéia ter sido lançada?
Quem é mais inovador? quem tem a idéia ou quem trabalhou duro por anos para conseguir viabilizá-la?
Participei de almoço da revista Banco Hoje com o tema A compensação de Cheques com o uso de imagens. Também tem sido chamado de truncagem de cheques.
Entre os participantes do almoço estavam representantes de bancos que trabalharam duro para conseguir chegar ao ponto de se poder iniciar a implantação.
Tiveram que resolver problemas técnicos de informatíca e comunicações, problemas de custos, questões de ordem juridica.
Para chegar ao ponto em que estão hoje adotaram soluções de compromisso para se manter dentro da legislação vigente, enquanto esperam por projetos que precisam ser aprovados no Congresso.
Para mim este trabalho todo é parte fundamental da inovação.
Fiquei com a impressão que alguns acham que o que está sendo implantado não é uma inovação.
Acredito que pensem assim por já se discutir o tema no Brasil há mais de 10 anos e por já estar em uso em outros países há algum tempo.
A implantação deve começar agora e se tudo correr bem devemos ter em funcionamento, no Brasil todo, até julho do ano que vem.
É um sistema muito importante para a redução do custo de processamento bancário no Brasil.
Estava presente também o deputado Julio Semeghini.
Ele tem um papel fundamental nesta inovação propor/apoiar projetos de lei que possam tornar viáveis todo o potencial de economia que este projeto tem.

Quero aproveitar para colocar também alguns comentários a respeito do blog de fevereiro.
Embora apenas dois de meus amigos tenham deixado comentários no site, vários outros amigos enviaram e-mails comentando o assunto.
Assim, estou incluindo alguns dos comentários recebidos, pincei alguns dos diferentes tipos de comentários que recebi.Entre os autores há amigos judeus e não judeus.
- " Entendo que o primeiro e difícil passo é lutarmos para uma total desvinculação entre o estado e a religião. Sem isto acho impossível qualquer solução"
- " Assim como o povo alemão na época, os israelenses hoje são manipulados e levados a uma cegueira que poderá afetar varias gerações"
- " O fato de de o Hamas não aceitar a existencia de Israel complica as possibilidaes de entendimentos, mas me parece desproporcional e descabida a força usada pelos judeus contra os palestinos"
- " Para mim a solucao desse problema só tem uma possivel solução, em duas Palavras: Barack Obama"
- " COMUNIDADES JUDAICA E ISLÂMICA SE ENCONTRAM EM SP
Na manhã desta terça feira, 10/03, o Rabino Michel Schlesinger da CIP, Claudio Epelman, Diretor Executivo do Congresso Judaico Latino Americano e Ricardo Berkiensztat, Vice Presidente Executivo da FISESP, foram recebidos pelo Cheikh Mohammad Moughraby, Diretor e Imam do Centro Islâmico do Brasil.
O tema do encontro foi o diálogo inter-religioso e a busca por maneiras de garantir que o respeito e a harmonia entre a comunidade islâmica e a comunidade judaica no Brasil permaneçam intocáveis apesar dos desafios vividos no Oriente Médio.

Em adição a estes comentários quero agradecer meu amigo Franklin que me convidou para a cerimonia de Pessach na Casa de Cultura de Israel neste mes de abril.
Foi um evento emocionante. Com a presença de lideres de várias comunidades religiosas de diferentes credos foi uma celebração da luta pela liberdade.
Além dos textos lidos e das palavras do organizador tivemos também pronunciamentos do Cardeal de São Paulo e do Cheik Muçulmano com um vibrante discurso pela paz e pelo entendimento entre povos e religiões.
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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009 Por Gabriel Marão
Comentarios (2)
QUE TIPO DE INOVAÇÃO O MUNDO PRECISA
QUE TIPO DE INOVAÇÃO O MUNDO PRECISA?

Estive em Israel neste mês de janeiro, na sequencia de uma viagem que incluiu Jordania e Egito. Foi uma experiencia única.
O conjunto da viagem foi excelente, o valor histórico e cultural daquela região é algo maravilhoso, mesmo que já tenhamos lido e estudado a respeito dela. O impacto de estar lá pessoalmente é insuperável.

Em Israel é possível perceber que além daquelas áreas de tecnologia em que já sabemos que o país lidera o mundo, como softwares de reconhecimento de imagem, softwares de tradução simultanea, projetos de circuitos integrados e outras áreas correlatas, há um notável desenvolvimento em reaproveitamento de água, urbanização e agricultura em áreas de deserto, utilização de água do Mar Morto juntamente com água doce no cultivo de frutas com um aproveitamento fantástico.
No entanto, com tanto desenvolvimento tecnológico em tantas áreas, fiquei com a forte sensação que Israel tem uma área em que poderia se exceder e criar um novo paradigma mundial.
É o da área de solução de conflitos. Neste tema Israel não tem inovado. As soluções aplicadas hoje são as mesmas dos últimos milenios.

Os judeus têm uma longa tradição de conviver com culturas e religiões diversas nas mais diferentes épocas e regiões.
Sendo que já passaram por situações muito similares às que hoje os palestinos estão enfrentando.
Portanto ninguém melhor do que o povo de Israel, com um nível cultural invejável, para propor uma solução inovadora e que possa traçar caminhos para a solução dos problemas enfrentados naquela área e que se implementada com sucesso certamente passará a ser um novo paradigma para enfrentar este tipo de conflito nas outras áreas do mundo que enfrentam os mesmos desafios. Mesmo sabendo que lidar com água, agricultura ou informática é completamente diferente de lidar com pessoas, resolver problemas sociais pode ser tão ou mais desafiador. Já sendo tão bons em tanta coisa, também podem conseguir exceder em Ciências Sociais.

Será que isso que estou propondo é apenas um sonho, ou será algo que é possível?

Se cada um de nós que acreditar que a solução pode ser encontrada tentar convencer mais um desta possibilidade, será que não acabaremos encontrando alguém que possa mesmo encontrar a solução?

A comunidade de judeus que vive no Brasil em harmonia e paz não poderia ser um exemplo e levantar esta bandeira da procura de uma solução de paz e convivencia para o mundo? Não seria possível criar aqui um grupo com representantes de diferentes religiões para debater possíveis soluções?
Acho que se conseguirmos sugestões sobre como tratar o tema poderíamos quem sabe propor algo de mais concreto. Você não quer colaborar nesta idéia?

(2) Comentarios
João Neves Fernandes: Prezado Gabriel.Você conseguiu inovar mesmo, colocando esse paralelo entre o domínio da tecnologia e os aspectos das soluções sociais que essa situação exige.Vamos ver se dá uma boa ressonância e você consegue mobilizar um grupo atuante nessa direção.Abraços.

Breno: Gabriel,Como sempre, muito sensível a tua colocação.Fui teu companheiro nesta viagem e compartilho sua angústia com o tema. Acho que sim, podemos fazer algo, pequeno que seja porém ao nosso alcance.Conte comigo .



terça-feira, 16 de dezembro de 2008 Por Gabriel Marão
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TEMAS DE INOVAÇÃO QUE ESTIVERAM EM FOCO NA BAI DESTE ANO
Temas de Inovação que estiveram em foco na BAI deste ano



O tema da BAI Retail Delivery Conference deste ano (Orlando, Novembro) foi: "ONDE A INOVAÇAO ENCONTRA A AÇÃO". Não é um tema interessante para os bancos em qualquer lugar do mundo? Em particular para nós aqui no Brasil?


Se você quiser ver mais detalhes sobre a BAI, veja no link abaixo a programação do último evento, novembro de 2008:

http://www.bai.org/retaildelivery/pdfs/8910-1225-1_FullBrochure_Final_LCP.pdf

Com base em um artigo da Financial Insights do IDC, eu destaco aqui 3 áreas de inovação mostradas lá e que o articulista considerou como já bem desenvolvidas e possíveis de serem grandes produtos.

1- Próxima geração de "Banco Online".
Havia pelo menos 3 produtos sendo mostrados que integram soluções sólidas de "Personal Financial Management - PFM" (softwares já com tradição no mercado, com gerações de usuários já conscientes do valor destas ferramentas) com os Internet Banking.

Não seria esta uma área de interesse no Brasil também? As instituições bancárias poderiam oferecer uma integração de seus sistemas on line com ferramentas que pudessem dar aos seus clientes a possibilidade de acessar seus diferentes bancos com uma ferramenta só e consolidar estas informações?


2- Virtualização disponível para o cliente do Banco
Começa a aparecer uma tendência de que a Virtualização (assunto muito em pauta nos últimos tempos) possa ser disponibilizada aos clientes bancários. A idéia é a de se oferecer aos clientes um cofre virtual. Para guardar em um lugar seguro, o cofre de um banco, os seus documentos pessoais, sua fotos, enfim tudo o que tem valor para o cliente que possa ser digitalizado.

Não seria esta idéia boa para os clientes brasileiros também? Oferecer a segurança e seriedade de um cofre virtual privado para cada cliente?

3 - Novas aplicações de Telas sensíveis ao toque e de assinatura eletrônica
Soluções que possam integrar estas tecnologias com os conceitos de cofre virtual e que possam reduzir a zero o consumo de papel na maioria das transações.

E para nós? Neste tempo de necessidade de economia e de implantação da "sustentabilidade" não teríamos soluções nossas para ajudar a reduzir trabalho e consumo de papel no dia a dia das operações bancárias?

E então, quais idéias podemos desenvolver para que, no próximo ano, os bancos possam economizar, oferecendo mais serviços a seus clientes?




Fica aqui esse desafio.



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quinta-feira, 20 de novembro de 2008 Por Gabriel Marão
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A CRISE E OS BANCOS: COMO FICA A ÁREA DE TI?
A Crise e os Bancos: como fica a área de TI?


A crise financeira pode ser terrível para as áreas de TI?

Ou será que ela pode ser uma grande oportunidade?

Estive no final de outubro em um evento da FINANCIAL INSIGHTS, em Jacksonville, na Florida. Foi um evento voltado para Bancos, cujo tema era: FINANCIAL TECHNOLOGY INSIGHTS, “The crisis of Confidence in Financial Services and Impact on IT”.
O evento era dirigido para bancos Americanos e, portanto, a perspectiva era a da realidade deles. Mas mesmo assim muito do que eles disseram e comentaram é válido para a nossa realidade também.
Vejam os temas centrais dos analistas do IDC:
• How will the large mergers and acquisition spend on ongoing projects?
• Which are the areas banks will continue to invest?
• What will be the impact the scale restructuring of the industry mean to the future of vendors serving the industry?

Será que estas preocupações soam familiares para nós também?

Nas apresentações dos analistas do IDC e também no debate do qual participei, a tônica foi a de que neste tipo de situação, mesmo que a ordem seja a de cortar custos, num primeiro momento os custos com TI devem até aumentar, pois haverá a necessidade de integrar, descontinuar e adaptar sistemas seja qual for a situação que o Banco esteja vivendo.

E a sugestão predominante foi a de que as inovações não devem ser as de tecnologias mirabolantes, mas sim as de ações que reduzam custos e melhorem a qualidade. Principalmente aquelas ações ligadas ao cliente final da instituição. Como ajudar a captar mais clientes, como manter os clientes atuais? Os momentos de fusões, de medo, são particularmente críticos para a manutenção de clientes, pois eles procurarão por opções que pareçam melhores e mais seguras.

E então? Como a área de TI pode inovar ajudando a reduzir custos e aumentar a sensação de segurança e confiança do cliente?

Eu estava lá em nome do Softex e ITS, representando o programa Brazil IT Finance. Por este programa, apoiado pela Apex, estavam 3 empresas brasileiras mostrando seus produtos, que, em nossa opinião, poderiam ajudar os Bancos Americanos a reduzirem os seus custos e melhorarem a sua performance e qualidade.
Parece loucura, não parece? No meio da maior crise financeira que já vivemos, ir ao centro da crise para mostrar as nossas soluções? Pois é , houve 3 empresas brasileiras que tiveram a coragem de ousar. E uma delas, a HDI, que oferece solução para automação de testes de Software, saiu de lá com 4 perspectivas sólidas. Um destes bancos passou de perspectiva à prova de conceito em apenas 3 semanas. Já enviou um técnico ao Brasil para avaliar a solução mais de perto e agora já aprovou uma prova de conceito.
E então, vale a pena ousar, não vale?











(1) Comentario
Luciana Paiva: Como participante do evento em questão e gestora de marketing estratégico do Grupo HDI posso afirmar com certeza que o momento é muito promissor para que nossas soluções sejam vendidas nos mercados americano e canadense. Prova disso é um projeto piloto aprovado e custeado por um dos maiores bancos canadenses, o BMO, em menos de um mês após o evento.



quarta-feira, 8 de outubro de 2008 Por Gabriel Marão
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AS CRISES E AS OPORTUNIDADES
Há um ditado antigo que diz que a necessidade é a mãe da invenção.

Estamos vivendo um momento conturbado da economia mundial. Conforme o ângulo pelo qual se olha, parece que o mundo vai acabar ou que vamos entrar em uma nova idade média.

Mas há outros ângulos pelos quais se pode e se deve olhar. Em um dos alfabetos chineses, o ideograma para "crise" é o mesmo para "oportunidade".

Que tal imaginarmos que pode estar aberta uma janela de oportunidades para os empreendedores brasileiros?

O Brasil, os bancos brasileiros e os nossos desenvolvedores de sistemas têm muita experiência em criar soluções para sistemas bancários dentro de um ambiente tenso e cheio de alterações urgentes.

Este pode ser um momento especial para as nossas empresas de sofware oferecerem sua experiência e seu sucesso para os bancos americanos. Certamente eles precisarão reformular suas estratégias e ferramentas.

Pode ser um momento muito valioso para a conquista de um novo mercado.

Nunca é fácil entrar em um mercado novo. Entrar em um mercado estabilizado é muito mais difícil.

Mas, um mercado em crise ou tentando se recuperar dela pode ser receptivo.

As idéias pré-concebidas correntes no período imediatamente anterior serão provavelmente vistas como retrógradas e ineficientes. Portanto, pode haver uma expectativa favorável para aquelas soluções vindas de um mercado que provou saber enfrentar crises.

Não seria uma inovação importante as empresas brasileiras passarem a adotar uma postura mais proativa?

Que tal, ainda nesta primeira onda da crise, oferecer produtos e serviços para os bancos que sobreviverem e que precisarão de maiores controles e menores custos?
(1) Comentario
Sávio Lima: Compartilho da mesma opinião. Também acredito que as crises podem trazem muitos avanços e mudanças. Com elas, governos e empresas reavaliam suas gestões para não cometer erros alheios. E o Brasil está seguindo essa idéia, o governo já sugeriu medidas anticrises. Segundo as propostas, o país irá propor maior regulação do mercado financeiro, a imposição de limites para alavancagem bancária e novos critérios para a distribuição de bônus a executivos de bancos.



quinta-feira, 7 de agosto de 2008 Por Gabriel Marão
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INOVAÇÃO E ENERGIA RENOVÁVEL
INOVAÇÃO E ENERGIA RENOVÁVEL

Como devemos colocar em nossos projetos e propostas de inovação a necessidade de redução de consumo de energia e/ou do uso de energias renováveis?

Nos dias de hoje em que o preço do petróleo (ao atingir níveis previstos só na ficção cientifica) está viabilizando o uso de inúmeras tecnologias que antes não tinham nenhuma viabilidade comercial, o que poderia ser feito de inovação nas soluções de informática para Bancos e Indústria Financeira que possa reduzir o consumo, ou se beneficiar do uso de alguma das novas fontes de energia?

Além do Etanol brasileiro, que se viabilizou e virou um fenômeno mundial de solução energética, vemos todos os dias propostas de novas fontes de geração de energia renovável e não poluente, que variam de novas soluções em células solares a mini hidroelétricas, passando por novos projetos para utilização de energia eólica, entre muitos outros.

Quais usos poderíamos ver em nosso portfólio de necessidades dos Bancos?
Talvez o uso de células solares em aplicações que possam ajudar no crédito rural.
Algo que possa ajudar na checagem das garantias oferecidas nos empréstimos rurais?

A sustentabilidade está na moda das empresas de informática e, o maior custo em “Server Farms” já é o de energia elétrica.

Há um grande espaço para inovações por aí.
Vamos debater isso?
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terça-feira, 29 de julho de 2008 Por Gabriel Marão
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A CIDADE DIGITAL E A INOVAÇÃO
A CIDADE DIGITAL E A INOVAÇÃO

Já comentamos aqui de tecnologias possíveis para a inovação em RFID e HD-TV, mas e os conteúdos de aplicativos para uso das novas tecnologias?

Na semana passada em um almoço da revista BANCO HOJE, este tema do Conteúdo versus a Tecnologia foi bastante debatido.

O que tem mais importância para a Inovação? Oo uso de novas tecnologias ou o uso consciente e correto das mesmas, para conseguir soluções que levem a um melhor índice de desenvolvimento humano e de sustentabilidade?.

E quando o tema é Cidades Digitais, a probabilidade de que a Tecnologia pela Tecnologia, por si só, não resolva problemas é muito grande e, pelo contrário, de que gere custos sem melhorar a qualidade de vida das pessoas, também é muito grande.

Assim, a adoção de inovações deve sempre levar em consideração o uso de tecnologias que estejam melhorando a sustentabilidade do país, começando em sua unidade básica, que são os municípios.

Este debate, que será publicado no próximo número da revista Banco Hoje, será muito útil para que possamos refletir sobre o que deveria ser uma “Cidade Digital”. E a partir do entendimento disso podermos propor inovações para os Bancos e indústria financeira que possam colaborar com o progresso baseado na sustentabilidade e no bom uso dos recursos naturais.

Estamos também prevendo em conjunto com o Sidney Longo do CPqD um debate sobre testes pilotos de HD TV. Isto poderia ser algo a ser debatido em conjunto com alguns dos especialistas em cidades digitais e em aplicações bancárias e de finanças municipais.


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quarta-feira, 11 de junho de 2008 Por Gabriel Marão
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CIAB FEBRABAN E A INOVAÇÃO NOS BANCOS
O local certo para mostrar o que se faz, em termos de inovação para os bancos, certamente é o CIAB Febraban, o maior evento – com Congresso e Exposição – de Tecnologia da Informação (TI) do setor financeiro.
O próximo começa agora, dia 11 de Junho de 2008.
Até cinco anos atrás, participavam, na maioria, apenas grandes empresas, por uma razão muito simples: a montagem de um estande de grande porte e demais atividades relacionadas com a participação no evento geravam custos proibitivos e incompatíveis com os orçamentos de pequenas empresas.
Era como se os organizadores entendessem que as prováveis inovações somente viriam dos gabinetes e laboratórios das grandes empresas. Mas não era exatamente esse o modo de pensar da Febraban: na verdade, ela acreditava no potencial e na contribuição das pequenas empresas para a Inovação. E precisava resolver esse problema.
Há quatro anos, Carlos Eduardo Fonseca, o Karman, um dos diretores da Febraban, encontrou uma solução admirável. E uma solução simples, como todas as boas soluções.
A Febraban simplesmente “banca” todos os custos de uma grande área, com toda infra-estrutura necessária, a mesma usada pelos grandes expositores: salas de reuniões, auditório, cafezinho. Toda essa infra-estrutura é compartilhada por 24 pequenas empresas, que também recebem, dentro dessa grande área, um espaço para seu pequeno estande.
A cada ano, essa experiência vem sendo enriquecida, o que atesta o sucesso da iniciativa de Karman.
Neste ano, a Febraban já escolheu e anunciou o nome das duas empresas que ganharam o prêmio de melhor inovação, do ponto de vista dos bancos.
A coordenação do processo e a escolha das empresas que podem participar desse espaço Inovação coletivo é do ITS (Instituto de Tecnologia de Software), que desde o inicio da experiência abraçou a idéia e a transformou em uma de suas bandeiras.
Em maio, durante almoço organizado pela revista Banco Hoje, foi exposto – por algumas das empresas que estiveram em outros anos e que estarão presente este ano na CIAB – as suas experiências e resultados obtidos a partir da participação no evento, bem como as expectativas para este ano. Foi um momento de muito importante para uma compreensão ainda melhor desta realização.
Os pormenores deverão estar na edição de Banco Hoje que circulará na CIAB. Quem ler vai apreciar ainda mais o que está sendo feito.
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segunda-feira, 5 de maio de 2008 Por Gabriel Marão
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O QUE É A INOVAÇÃO PARA OS BANCOS?
O que é a Inovação para os Bancos?
Dentro deste nosso tema, seria muito produtivo se começássemos a debater o que é desejável, do ponto de vista dos Bancos, numa inovação. O desejável, certamente, é alguma coisa que traga maior rentabilidade e eficiência, ou seja, um procedimento que, a médio prazo, reduza os custos e permita atender um número maior de clientes.
A primeira impressão que temos é a de que a inovação está associada a um produto ou tecnologia absolutamente nova, protegida por dezenas de patentes.
Mas será que é isso mesmo?
Será que os Bancos, com todo seu conservadorismo e sua preocupação com segurança, podem ficar testando tecnologias, com todos os riscos inerentes aos pioneiros?
Para exemplificar essa linha de pensamento, vou citar um procedimento que, em minha opinião, foi inovador, trouxe eficiência, redução de custos e, no entanto, utilizou uma tecnologia que já estava disponível no mercado muito anos antes de seu uso pelos bancos. Uma tecnologia já largamente testada, que era de conhecimento geral e grande uso no segmento de lojas de varejo.
Foi a adoção, pelos Bancos Brasileiros, do código de barras para todos os seus documentos de cobrança.
Este uso foi ou não uma grande inovação? Reduziu em muito o custo da operação para os bancos ao permitir o pagamento de boletos nas ATM’s e por home banking de maneira fácil e segura.
Enfim, parece que as inovações chegam por meio de novas idéias. Se a idéia for boa, se valer a pena, exércitos de cientistas e técnicos vão desenvolver a tecnologia necessária.
E então o que me dizem a respeito disso? Precisa ser algo que ainda está sendo sonhado nos laboratórios de pesquisa, deve ser algo que já está por aqui ou basta uma idéia revolucionária?
Por exemplo, o uso de aplicações que utilizem tecnologia de RFID pode gerar soluções inovadoras e que gerem possibilidades de novos crescimentos de volumes de transações e redução de custos?
Vamos comentar estes pontos?

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SIDNEY LONGO: Realmente o setor bancário está sempre procurando por inovações, seja para reduzir custos operacionais, ou mesmo introduzir novas formas de atendimento aos seus correntistas. A TV Digital Interativa, na modalidade radiodifusão (aberta) poderá no medio prazo ser um excelente instrumento para alavancar o acesso a aplicações bancárias eletrônicas atingindo inclusive as classes C e D. A convergência da radiodifusão (TV) mais as telecomunicações (Canal de retorno) propiciará de forma inovadora a tão almejada inclusão digital, uma vez que computadores mais baratos junto com internet, por si só, não resolverão todos problemas dos quase 60 da população que nunca utilizou a internet, pois além do fator econômico, existe o fator cultural de milhares de analfabetos funcionais que não dominam os recursos de informática mas que sabem usar um controle remoto. Acho relevante um profundo debate sobre o tema a fim de buscarmos soluções que almejam as necessidades do cidadão comum de forma criativa.

SIDNEY LONGO: Marão, dando continuidade a discussão sobre inovação no segmento bancário e o tema TV Digital interativa, o que tenho a dizer é que a questão sobre a TV Digital como novo canal bancário não é só tecnológica, pois existem fatores de mercado como por exemplo os modelos de negocios entre oas agentes da nova cadeia de valor e principalmente a educação dos usuários para este novo canal. As questões tecnológicas estão se acertando com o tempo, mas a discussão dos modelos de negócios ainda nem começou, o que dirá então sobre a educação dos usuários. No meu ponto de vista, somente com a introdução de pilotos é que poderemos exercitar essas discussões com mais propriedade. Tratando-se de inovação, muitos testes deverão ser executados, pois se lembrarmos o caso do internet banking, tivemos também muito tempo para chegar como está hoje em dia.

Gabriel Marão: Sidney, muito interessante a sua proposta de pilotos. Comoo você imagina que estes pilotos seriam levados a efeito? Algo como uma comunidade pequena? Regional ou por algum tipo de categoria social?

SIDNEY LONGO: Marão, imagino o seguinte: como trata-se de uma tecnologia nova tanto para os bancos, quanto para os usuários, imagino os bancos selecionando clientes potenciais e disponibilizando o Set Top Box, primeiramente com aplicação embarcada. Após os primeiros testes surtirem efeito e os usuários se sentirem atraídos pela novidade, a aplicação pode ser disponibilizada em broadcast pela radiodifusão (TV Aberta), para sua massificação. Note que no início, os usuarios terão que ser educados, como foi nos ATMs, como foi na internet e como está sendo no mobile banking. Marão acho também que esse debate é importantíssimo, pois os modelos de negocios não estão formados e todos precisam participar para se formar as melhores soluções.



segunda-feira, 21 de abril de 2008 Por Gabriel Marão
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INICIO DA EXPERIENCIA - BLOG INOVAÇÃO
Blog Inovação
Convidado pelo Carlos Alberto Wanderley para iniciar este blog para o Portal do Banco Hoje, a minha primeira reação foi a de me perguntar se eu teria a necessária competência para tal tarefa.
Pois essa atividade inclui, me parece, não apenas escrever um "artigo", o que já é uma responsabilidade bastante grande, mas manter um diálogo permanente com os leitores e a colocação de comentários atualizados, não apenas sobre novos assuntos, mas também sobre os pontos e opiniões apresentados por pessoas interessadas no tema.
Decidi aceitar o desafio. Junto com os leitores que tenham a gentileza de ler e enviar comentários espero poder colocar em debate temas que sejam importantes para realçarmos o valor da INOVAÇÃO para as empresas da área financeira e para o nosso país.
Acho que é uma verdade incontestável que a INOVAÇÃO tem sido a razão do sucesso de grandes corporações e temos exemplos disso no mundo todo. Talvez os exemplos mais evidentes na área tecnológica, nos nossos dias, sejam a Apple e o Google.
Mas, se pararmos um pouco para pensar no Brasil e na área Financeira, tenho a certeza que concordarão comigo que os dois maiores Bancos Privados Nacionais têm uma forte componente de Inovação na história de ambos. Eles, ao longo do tempo, adotaram, de maneira agressiva, as tecnologias de Informática como um fator de administração e com isso conseguiram suplantar todos os seus concorrentes locais, e, posteriormente, nos tempos de abertura do mercado para os Bancos Internacionais, têm conseguido manter a liderança e continuam a ousar em inovações tecnológicas.
E então leitores (espero que haja alguns interessados em discutir este assunto), vamos comentar estas considerações, para podermos começar a construir uma base de pontos que mereçam a nossa análise e o nosso debate?
O meu papel, aqui, será o de catalisador, um motivador desse tema indispensável para a competitividade de nossas empresas, de nosso país e por que não, de nós mesmos, como profissionais.
Um grande abraço





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nelson morishita: Com certeza Inovação tecnológica é um fator preponderante para crescimento e sobrevivência de empresas. E precisam ter seu acesso facilitado, não somente para as grandes empresas, como também para as pequenas empresas.

Wladinir Borgonovi: Pois é Gabriel . Tens uma grande responsabilidade. As Inovações devem existir até para a sobrevivênca das empresas. Passamos por estágios e talvez a nossa geração tivemos a oportunidade de embarcar no início da subida deste assunto: lembramos lá pela decadas de 60/70 onde fomos informados que a vida seria rápida. O prof Fleury ( lembra dele?) dizia que era importante aprendermos os conceitos principais das teorias porque teríamos de aplicá-los em oportunidades diversas de diversas maneiras . A provocação que faço aos participantes deste blog é como sistematizar a procura e adaptação das inovações em nossas atividades?



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Gabriel Marão
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