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O compartilhamento das ATMS


Banco do Brasil , Bradesco e Santander estão em fase de conclusão de entendimentos para compartilhar seus caixas eletrônicos (ATMs). Esta foi uma concepção inicial do sistema bancário, destinada a facilitar os correntistas de diferentes bancos, que poderiam usar os mesmos equipamentos. Essa idéia foi atropelada pela intenção de alguns bancos em utilizar suas próprias ATMs com objetivo de fixar suas marcas e fornecer aos seus correntistas operações que os concorrentes não fazem.

Alguns bancos criaram uma empresa para administrar ATMs em comum - a Tec-Ban,por exemplo, com 8.400 terminais próprios, que, considerando-se os terminais já compartilhados com os bancos interligados, atinge 30 mil máquinas.

A Tec-Ban vai conviver com a nova rede compartilhada dos três super-bancos que agora se uniram. Bradesco, Santander e Banco do Brasil possuem, ao todo, cerca de 100 mil máquinas, o que reflete o propósito dos bancos no sentido de desobrigar seus correntistas de utilizar os espaços físicos das agências bancárias.

A nova rede vai conviver (pelo menos transitoriamente) com outra, recentemente criada pelo Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal para compartilhar suas ATMs - chamada “Bancos Integrados”.

Essa onda de compartilhamento é uma consequência dos novos tempos pós-crise, em que todos - até mesmo os bancos - não podem se dar ao luxo de manter custos elimináveis - como, por exemplo, a manutenção de ATMs exclusivas.. Há uma sensação de que vem aí o fim da era dos juros elevados, não fazendo mais sentido manter máquinas de bancos isoladas nos pontos de presença de clientes comuns, como shoppings, aeroportos e rodoviárias.

 

 

 
 
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