Paulistas querem importar aço
Em uma iniciativa inédita dentro do setor produtivo brasileiro, Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA), da ABIMAQ, deverá importar aço na tentativa de tornar mais barata a produção de máquinas e implementos agrícolas. A ação é um dos principais focos de atuação da câmara nesse início de ano com o objetivo de tornar as máquinas e implementos agrícolas produzidas pelos associados à CSMIA mais competitivos no mercado.
O cenário atual é preocupante. A indústria brasileira de máquinas agrícolas está perdendo competitividade devido à valorização excessiva do real frente ao dólar e ao alto preço do aço no mercado interno, principal insumo para a cadeia produtiva. Com o esperado crescimento da demanda para este ano a tendência que já se observa é o aumento de preços pelas indústrias de aço para recuperar margens.
“O aço aqui é muito mais caro que na Europa, China e Estados Unidos. E isto não é devido somente à alta carga de impostos no país”, afirma o presidente da CSMIA, Celso Casale.
Em outros mercados, é possível encontrar chapas de aço com qualidade semelhante ao produto brasileiro até 50 % mais barato, chegando aqui com valor pelo menos 20% inferior ao produzido no Brasil, mesmo incluindo os custos com transporte, impostos e demais despesas com importação.
Pensando nisso, a câmara optou por criar um pool de empresas associadas para importar em conjunto o aço. A decisão foi tomada após discussões entre os empresários e tentativas de conseguir descontos para a compra do insumo dentro do país. A siderurgia, ao contrário, ainda conseguiu que o governo impusesse uma barreira alfandegária de 12% para a maioria dos tipos de aço comercializados no Brasil em 2009 e que ainda persiste, alegando que, com a medida, asseguraria os empregos do setor durante a crise econômica sem considerar os efeitos adversos nos setores dependentes do aço para produzir.
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