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TIC´s e a PRÓXIMA DÉCADA
O evento internacional ICT 2008, realizado ao final do ano passado em Lyon na França, marcou uma nova e decisiva etapa no mundo da Informação e da Inovação. No evento, as maiores experiências europeias reuniram-se para discutir sobre o futuro da Internet e muitas contribuições importantes foram apresentadas para uma maior reflexão e melhor planejamento que se deve ter em mente para o futuro próximo.
Não há mais dúvidas sobre a importância da tecnologia como o “drive” do mundo moderno, mas é importante lembrar que a comercialização e o marketing serão os grandes desafios daqui para frente. Nos últimos 10 anos, por exemplo, as telecomunicações cresceram mais do que nos 100 anos anteriores.
O mundo está chegando aos cinco bilhões de celulares e o Brasil que ocupa a 5ª posição, atrás de China, Índia , EUA e Rússia, já ultrapassou 160 milhões de assinantes, mostrando a pujança da economia dos BRICS, à exceção dos Estados Unidos que possuem hoje cerca de 260 milhões de telefones móveis. Telefones, esses, que já estão se transformando como a mídia mais imediata e fácil de acesso a todas as camadas da população inclusive como receptores até de TV Digital.
Mas a pergunta básica que ficou foi: Estarão os governos e as empresas preparadas e com pessoal treinado e capacitado para enfrentar a próxima década do conhecimento e da informação?
Há um consenso de que os EUA em criação de marketing e comercialização estão à frente da Comunidade Europeia, mas em tecnologia nem tanto. Dir-se-ia que estão quase no mesmo estágio. Dessa forma, a União Europeia está atrás de novas ideias de mercado, mas é sabedora de que precisa entender todos os riscos envolvidos.
O maior consenso é de que os Governos necessitam cada vez mais de dirigentes preparados e com inteligência. Equipes cada vez mais especializadas, sem envolvimento do campo político, parece ser uma boa forma de evoluir. No campo político, simplesmente as decisões estratégicas, baseadas nas alternativas técnicas apresentadas pelas equipes especializadas. Dessa forma, o bom senso mostra que para se atingir esse equilíbrio o sucesso será doravante só para aqueles que tiverem “flexibilidade”.
As Telecomunicações são cruciais para o desenvolvimento e o crescimento das soluções TIC´s.
No campo tecnológico haverá aumento da demanda por pesquisadores de alto nível cada vez mais necessários para operacionalizar as inovações. Assim, na área tecnológica, o futuro se apresenta como: Tecnologia crescente em Web, aplicações no sentido amplo e segurança e confiabilidade.
Dessa forma, a modelagem e a simulação, além do processamento propriamente dito, passam a balizar uma nova linha de ação e prospecção.
Com a procura pelos protocolos que garantam acesso cada vez mais amplo, dois importantes fatores são buscados. São eles: confiança do usuário e novo modelo de negócios.
Para ambos, as definições virão do mercado e da velocidade que se vier empreender em cada caso. Para dar conteúdo à confiança deveremos ter segurança aos nossos recursos e privacidade. O melhor entendimento será a chave para se projetar um bom modelo.
Segundo Viviane Reding, (Chairman de ICT da UNIDADE EUROPEIA) o mundo está mudando e precisamos ser flexíveis suficientes para irmos adaptando todos os sistemas. É preciso, através de uma linguagem simples e de fácil entendimento, desenvolver soluções para que todos possam delas participar, usufruir e auxiliar nos seus aperfeiçoamentos. Risco zero significa “não flexibilidade”, ainda segundo Viviane Reding.
Assim, é imperioso que se criem mais ferramentas de TI para analisar os riscos, e que se tenha a maior transparência possível nas soluções adotadas, ou escolhidas.
Atenção especial também precisará ser dada à população de idade mais avançada hoje com uma longevidade cada vez maior, e que vivenciou uma época diferente, que hoje não está acostumada a essa avalanche de informações com soluções tecnológicas e mudanças tão rápidas a se processar que os vem deixando cada vez mais distantes da nova realidade que a Convergência proporciona.
As novas tecnologias precisam estar voltadas para as pessoas e, dessa forma, há de se priorizar a educação e a tecnologia, como fatores de sucesso para a próxima década.
Roberto Aroso Cardoso é presidente da Telecom - Associação Brasileira de Telecomunicações
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